22/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Estudo mostra Raio-X da pandemia entre os índios do Amazonas, Roraima e Acre

Publicado em 11 de dezembro, 2020

Estudo mostra Raio-X da pandemia entre os índios do Amazonas, Roraima e Acre

Estudo mostra Raio-X da pandemia entre os índios do Amazonas, Roraima e Acre. Foto: Bruno Kelly

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) iniciou na última quarta-feira (09/12) a coleta de dados sobre os Conhecimentos, Práticas e Atitudes (CAP) entre jovens indígenas em relação aos cuidados com a saúde mental durante a pandemia de Covid-19.

Estudo mostra

A aplicação do CAP é a primeira etapa de desenvolvimento do projeto intitulado “Apoio para os povos indígenas da Amazônia Brasileira na prevenção e Mitigação dos impactos da Covid-19”. Trata-se de uma ação realizada em parceria com o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).

Quatro estados em oito áreas de abrangência integram o campo de estudo: Alto Rio Negro (AM), Alto Solimões (AM), Alto Purus (AC-AM); Yanomami (RR), Leste de Roraima (RR), Guamá-Tocantins (PA) e Amapá e Norte do Pará (AP-PA).

Sobre o CAP

Com este levantamento, a Fiocruz busca orientar as ações de formação e futuras intervenções: saber o que as pessoas entendem (conhecimento) sobre um tema específico. Em seguida, identificar opiniões, sentimentos, crenças (atitudes) sobre as quais o tema está envolvido. Finalmente, o trabalho de diagnóstico estará completo com a identificação das ações (práticas) que os conhecimentos e as atitudes de uma pessoa os leva a praticar.

“O instrumento nos ajudará no melhor entendimento dos efeitos da Covid-19 na saúde mental dos jovens indígenas em diferentes territórios da Amazônia. O levantamento trará informações relevantes sobre o perfil e as práticas de diversos grupos indígenas em várias comunidades e pequenos centros urbanos”, destacou o coordenador da atividade CAP e pesquisador do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia do ILMD/Fiocruz, Dr. Júlio Schweickardt.

Público-alvo

Participam como público-alvo do estudo jovens entre 15 e 22 anos de idade. A expectativa da equipe é cumprir a meta de aplicar o CAP em 300 indígenas, os quais deverão representar a diversidade étnica de cada região.

Para o pesquisador, é muito importante o acesso às informações sobre essa faixa de público, de modo que possam subsidiar as organizações indígenas e instituições públicas em ações direcionadas para o grupo.

“Temos poucos estudos sobre a saúde mental de jovens indígenas, portanto, temos uma grande oportunidade de apresentar resultados relevantes para orientar as ações de saúde mental e de proteção social como uma resposta à pandemia que atinge as populações indígenas de modo trágico”, enfatizou o coordenador.

Online

O questionário é online (diante do contexto de risco que a pandemia impõe ao indígena e à equipe) e autoaplicável. Seu acesso é via link da plataforma Google Forms. Está organizado da seguinte maneira: Bloco A – Informações sociodemográficas; Bloco B – Conhecimento sobre Saúde Mental, Discriminação e violência, Hábitos e Costumes; e Bloco C – Informações sobre Covid-19.

Uma rede de apoiadores locais foi montada para dar suporte aos jovens no processo de preenchimento e diminuir dificuldades ou resistências durante o processo.

A coleta se estende até 15 de janeiro de 2021. Os dados, depois de analisados, poderão subsidiar políticas públicas voltadas aos jovens indígenas no campo da saúde mental e da proteção social.

Veja mais notícias em Cidade

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.