
“Deu Positivo” apresenta as histórias de pessoas reais que vivem com o vírus HIV e lidam com estigmas e preconceitos. Foto: Divulgação
Nesta terça-feira, 1º de dezembro, Dia Mundial do HIV e Aids, a MTV estreia às 19h o doc-reality inédito “Deu Positivo”, protagonizado por pessoas reais que vivem com o vírus HIV. Os entrevistados narram suas histórias com naturalidade e clareza, mas também lidam com estigmas e preconceitos que, até os dias atuais, rondam a causa.
“Deu Positivo” foi gravado durante a pandemia, obedecendo todas as recomendações das autoridades de saúde, e contempla três episódios inéditos. Na estreia, o doc-reality conta a história de Victor Bebiano, um multiartista de 23 anos que, recentemente, tornou público que vive com HIV. Victor namora há dois anos com o cenógrafo e aderecista Guilherme Custódio, com quem forma um casal sorodiscordante.
Além do projeto visual encabeçado pelos dois, Victor decidiu gravar uma música e produzir um clipe que apresenta, em formato artístico, a pluralidade de corpos e rostos de pessoas que vivem com HIV. “Enquanto a gente não botar nossa cara, e mostrar quem a gente é, mostrar os nossos corpos, nossos rostos, mostrar como a gente vive, as pessoas vão continuar mantendo aquele estereótipo do passado”, afirma.
O criador de conteúdo Gabriel Comicholi vai performar no clipe do novo amigo enquanto trocam experiências e debatem sobre assuntos corriqueiros na realidade de pessoas que vivem com HIV, em especial sobre o conceito I=I (Indetectável = Intransmissível).
No Brasil, mais de 900 mil pessoas vivem com o vírus HIV1. Dados publicados pelo Ministério da Saúde mostram que, em 2018, das pessoas que vivem com HIV no Brasil, 85% já fizeram teste; destas, 78% estão em tratamento e, desse percentual, 93% apresentam supressão viral1.
No segundo episódio de “De Positivo” (no ar na quarta-feira, 2/12), será a vez da história de André Araújo, 32, um jovem potiguar que chegou a São Paulo e está engajado na militância artística contra sorofobia. Sua jornada vai ser acompanhada por Micaela Cyrino.
Lucas Raniel convida a jovem Victória Petrinni, 26, para conhecer um projeto de acolhimento e ouve sua história de relação sorodiferente com a namorada Gabi, 25. Lucas vai com André até o estúdio de tatuagem de um ex-amigo para ajudá-los a se reaproximarem e superarem a sorofobia do tatuador.
E o terceiro e último episódio do doc-reality, que será exibido na quinta-feira, 3/12, apresenta a história de Emer Conatus, um educador cultural de 26 anos, que vive com HIV e atua em diversas ações para informar e educar. A iniciativa mais recente de Emer é o podcast “Preto Positivo”, que ele co-produz com Raul Nunnes.
Nesse episódio, Emer vai convidar a artista plástica Micaela Cyrino para participar do podcast. Em paralelo, há uma história B, na qual o digital influencer Lucas Raniel irá encontrar Renata Ferreira para uma massagem. Renata estuda estética e faz um importante trabalho como vice-presidente de um grupo de apoio que atua em comunidades.
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