
Flutuantes do Tarumã serão fiscalizados para evitar a proliferação desenfreada que pode levar a uma nova “cidade flutuante”, Foto e vídeo: Pedro Braga
Todos os órgãos envolvidos na autorização, fiscalização e controle de flutuantes estão sendo organizados em comissão. A coordenação é do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). “Vamos discutir as atribuições e tomar decisões conjuntas. A ideia é verificar os atuais e estabelecer critérios para novos”, disse o presidente do Ipaam, Juliano Valente.
O trabalho é motivado pela proliferação, cada vez maior, de flutuantes nos arredores de Manaus, especialmente no Tarumã. “Temos que manter as condições sanitárias, ambientais e de balneabilidade do local. É um patrimônio que o Amazonas não pode perder”, disse Sérgio Martins, gerente de hidrologia do Ipaam.

O fenômeno, separando as águas do rio Negro, em frente à Ponta Negra, ficou bem nítido. Foto: Marcos Santos
Uma separação nas águas do rio Negro, em frente à Ponta Negra, foi investigada por técnicos do Ipaam. Parecia o barrento e escuro da confluência dos dos rios Negro e Solimões, no Encontro das Águas. “Foi a coloração das águas do Tarumã, provocada pela vazante, que levou à ocorrência do fenômeno. O nível do lago está muito baixo. Nem conseguimos chegar ao final. E não encontramos evidência de poluição suficiente para mexer na coloração do rio Negro”, disse Sérgio Martins.
A investigação, ao mesmo tempo, serviu para identificar o grande número de flutuantes no local. “Isso precisa ser organizado e com urgência”, disse o gerente.
A comissão de autorização, fiscalização e controle dos flutuantes deve conter, além do Ipaam, as secretarias Municipal (Semmas) e estadual de Meio Ambiente (Sema) e a Capitania dos Portos. “Vamos buscar o trabalho conjunto e evitar que atribuições sejam sobrepostas. A Capitania autoriza a instalação dos flutuantes para moradia e os proprietários utilizam como bar, restaurante ou aluguel”, disse o presidente.
Os flutuantes do Tarumã serão fiscalizados porque tem crescido a preocupação com a questão ambiental. “Precisamos acompanhar, muito de perto, como esses flutuantes estão tratando os dejetos. A fiscalização de cozinhas e até da água servida aos clientes e funcionários é fundamental”, acrescenta Juliano.
O trabalho começa assim que todos os dirigentes de órgãos forem contatados e indiquem representantes na comissão.
Este portal mostrou, em imagens de sobrevoo, do repórter fotográfico Pedro Braga, a situação do Tarumã neste período de vazante. Veja:
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