
Encontro das águas na Ponta Negra é um fenômeno da vazante. Foto: Marcos Santos
Um fenômeno está sendo registrado nesta segunda (02/11), Dia de Finados: o rio Negro tem uma marca d’água, bem em frente à Ponta Negra, semelhante ao Encontro das Águas com o rio Solimões.
O fenômeno pode ser explicado pela vazante, que está em repiquete e chegando ao ápice. O rio fica mais baixo e os sedimentos, como algas e lodo, acabam aflorando e dando coloração mais clara à água. O nível mais baixo também faz com que a circulação de embarcações provoque o aclaramento.
O risco, segundo especialista, marca o início da parte mais profunda, em cima de um dos canais do rio.
A praia da Ponta Negra está fechada, por conta da pandemia de coronavírus. E estaria, do mesmo modo, porque o nível do rio Negro está abaixo da marca de segurança, que é de 17 metros. A praia é perene, graças a um eficiente aterro.
O rio chegou à cota de 16 metros e 85 centímetros, no sábado (31/10), quando vazou 4 centímetros. O índice ainda não está contabilizando, no site do Porto de Manaus, domingo e hoje (02/11).
O rio Negro atingiu o nível mais baixo durante a vazante de 2010. Chegou a 13m63, no dia 24 de outubro, coincidentemente, data do aniversário de Manaus.
Este ano, entre 16/10 a 23/10, chegou a encher 12cm. Veio então o chamado repiquete, com novo período de vazante, que ainda não terminou. Desde o 24/10 o Negro vazou 23cm – sempre sem contar os dois últimos dias.
O normal é que a vazante se estenda até meados de novembro, mas o regime das águas tem sido imprevisível, nos últimos anos. Desde 24/10, o ritmo de vazante tem variado entre -2cm e -4cm.
O recorde de enchente se deu no ano de 2012, 29m97, no dia 29 de maio. As medições são feitas na régua do Roadway, o cais histórico de Manaus, em trabalho voluntário do funcionário Valderino Pereira da Silva, de 71 anos.
Veja o vídeo que mostra o “Encontro das Águas” temporário da Ponta Negra:
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