15/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Mancha na Ponta Negra, que provocou espécie de ‘Encontro das Águas’, investigada pelo Ipaam. Veja vídeo

Publicado em 03 de novembro, 2020

Mancha na Ponta Negra

Mancha na Ponta Negra estava bem nítida na segunda (02/11) e nesta terça já está mais diluída. Foto: Marcos Santos

O aumento do número de flutuantes ou poluição dos igarapés são hipóteses para fenômeno ocorrido no rio Negro. A área em frente à praia da Ponta Negra ganhou uma espécie de Encontro das Águas, com divisão que lembra o fenômeno nos rios Negro e Solimões. Este portal noticiou a ocorrência. O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) tem outra possibilidade: “Uma fábrica de detergente, localizada na BR-174, já provocou reação semelhante. Ela jogou resíduos em igarapé afluente do Tarumã e daí chegou ao rio Negro. Vamos investigar”, disse o gerente de Recursos Hídricos do Ipaam, Sérgio Martins.

“A investigação é prioridade e será feita de imediato”, disse o presidente do Ipaam, Juliano Valente. O órgão é responsável pelo licenciamento de flutuantes, mas somente quando o uso é comercial. “Estão burlando as licenças, para alugar ou apoiar a pesca”, afirma.

A falta de tratamento de efluentes nos flutuantes do Tarumã contribui para a poluição. Outra hipótese é a coloração amarelado do curso d’água, que decorre da vazante, ter sido depositada no rio Negro. O Tarumã atrai pela proximidade de Manaus e beleza natural, como ponto de negócios, especialmente bar ou restaurante, ou lazer. O aumento do número dessas construções acelera o processo de poluição.

“A gente saía de barco para comer peixe, num restaurante da cachoeira baixa do Tarumã. Entrava pelo Laguinho, seguia pelo Cetur e ia até lá. Tudo era navegável. Hoje é só poluição e isso acaba se refletindo no Tarumã. Principalmente nessa época de vazante”, diz um empresário, que prefere não se identificar.

A lista de água branca passa pelo local de banho, na praia da Ponta Negra, e segue até próximo à ponte Jornalista Phelippe Daou. Nesta terça (03/11), a mancha já está menos visível.

As outras explicações para o fenômeno, visto nos últimos dias, são o recrudescimento da vazante e o movimento de embarcações. Como está baixo, o lodo do fundo do rio fica em suspensão. A separação nítida, até que o dia avance, porém, dá razão ao argumento do avanço da poluição.

Veja, em vídeo, o registro do fenômeno:

 

Capitania libera e Ipaam licencia flutuantes

A Capitania dos Portos fiscaliza localização e finalidade dos flutuantes e emite uma licença para instalação. O Ipaam licencia flutuantes comerciais.

 

Vazante aumenta

O repiquete, registrado desde a parada na vazante, entre os dias 16/10 e 23/10, aumentou.

A Administração do Porto de Manaus parou de registrar o movimento, na régua do Roadway, desde o sábado (31/10). Nesta terça (03/11), o registro foi feito e mostra uma descida no nível do rio Negro de mais 19 centímetros.

Sábado e domingo, o movimento diário foi de -4cms. Segunda, a descida aumentou para -5cm e, nesta terça (03/10), chegou a -6cm. O rio Negro está agora 16m66.

O movimento na régua do porto de Manaus não reflete, necessariamente, nos lagos e demais rios da região. Os lagos afluentes do rio Madeira, por exemplo, demoram 15 dias para alcançar o mesmo ritmo dos rios Negro e Solimões.

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