26/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Saúde prevê 140 milhões de doses de vacinas no primeiro semestre de 2021

Publicado em 12 de outubro, 2020

Saúde prevê 140 milhões de doses de vacinas no primeiro semestre de 2021

Saúde prevê 140 milhões de doses de vacinas no primeiro semestre de 2021. Foto: Divulgação

O Ministério da Saúde anunciou a previsão de 140 milhões de doses da vacina para Covid-19. A expectativa é que a população tenha acesso a vacina aos insumos a partir de janeiro de 2021, após aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A pasta tem investido na melhoria de parques tecnológicos, como a Fiocruz e o Butantan, para fortalecer o Programa Nacional de Imunização brasileiro e ampliar a capacidade de produção nacional.

Saúde prevê

Em um primeiro momento, as vacinas serão ofertadas pelo laboratório AstraZeneca, responsável pelo desenvolvimento da vacina de Oxford, e pelo consórcio internacional Covax Facility.

“Somando as duas iniciativas, a expectativa é que tenhamos cerca de 140 milhões de doses disponíveis para a população brasileira já no primeiro semestre de 2021, via Programa Nacional de Imunização (PNI)”, assegurou o secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco. Após a incorporação de tecnologia em uma segunda fase, a previsão é que a capacidade de produção seja de mais 165 milhões de doses no ano que vem.

O Plano Nacional para Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 está sendo elaborado no âmbito da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e Doenças Transmissíveis. Entre os eixos prioritários avaliados estão a situação epidemiológica da Covid-19 e definição da população-alvo, estratégia de vacinação, operacionalização, farmacovigilância, estudos necessários para monitoramento pós-comercialização, supervisão e avaliação, comunicação sobre a campanha de imunização.

Vigilância

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde (SVS), Arnaldo Medeiros, a proposta do Plano deve ser entregue até o final do ano. “Os estudos epidemiológicos têm sido realizados em conjunto com as secretarias do Ministério da Saúde, especialistas, sociedades médicas, conselhos de classe, universidades e demais autoridades no assunto”, esclareceu.

A importância do monitoramento global e das etapas que precisam ser cumpridas até que a vacina esteja disponível à população também foi esclarecida pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos (SCTIE), Hélio Angotti durante a coletiva de imprensa.

“Estamos acompanhando a tecnologia utilizada, observando os rigorosos critérios de qualidade, eficácia e segurança. Esse processo tem início na descoberta da vacina, passando por uma aprovação regulatória, pesquisas clínicas, registro da Anvisa e, por fim, pelo acesso ao Sistema Único de Saúde”, reforçou o secretário.

Medicamentos

O gerente geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes Santos, acrescentou que as vacinas que estão em fase 3 atualmente no Brasil. “Após a verificação da eficácia, segurança e qualidade da vacina, a Agência faz o registro que permite a comercialização e a disponibilização no Brasil. Precisamos também checar se haverá no local em que a vacina será fabricada vai existir condições técnicas operacionais para reprodução de lote com a qualidade necessária do imunizante”, reforçou.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, e o diretor do DataSus, Jacson Barros, também participaram da coletiva.  Eles falaram sobre as fases de pesquisa da Fiocruz, o desenvolvimento tecnológico e ainda acerca do processo de modernização do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização, que facilitará o monitoramento da população vacinada e rastreamento de possíveis efeitos adversos.

Investimentos

Na última semana, o Governo Federal liberou R$ 2,5 bilhões para o Brasil aderir ao Covax Facility.  A primeira parcela foi paga na quinta-feira (8), no valor de R$ 803,5 milhões.

A adesão do Brasil ao Covax Facility permitirá o acesso a, pelo menos, nove vacinas em desenvolvimento pelos laboratórios: Inovio, Moderna, Curevac, ThemisMerk, Oxford/AstraZeneca, Novavax, Universidade Queensland, Clover e Universidade de Hong Kong.

Em agosto, o Governo já havia anunciado a liberação de R$1,9 bilhão para a compra da vacina do laboratório AstraZeneca.

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