
AM registra 1° caso de síndrome associada à Covid-19 que atinge crianças, informou a FVS. Foto: Divulgação/FVS
O Amazonas registrou o primeiro caso de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P). A informação foi divulgada pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), nesta sexta-feira (3/10). A doença, temporariamente associada à Covid-19, pode atingir crianças e adolescentes que foram acometidas pelo novo coronavírus.
O primeiro caso confirmado no Amazonas é de uma adolescente de 13 anos, residente do município de Tabatinga. Segundo a FVS-AM, ela recebeu o diagnóstico de SIM-P em Manaus, onde está sendo acompanhada em domicílio.
Por meio de exame, foi constatado que adolescente tem o anticorpo IgG, presente na fase tardia da Covid-19 e detectável depois de, pelo menos, 15 dias de infecção, período no qual não ocorre mais transmissão.
A FVS não informou a data em que o resultado do exame foi divulgado.
Entre os sintomas da SIM-P estão febre elevada e persistente, acompanhada de pressão baixa, conjuntivite, manchas no corpo, diarreia, dor abdominal, náuseas e vômitos. Em alguns casos também pode haver comprometimentos respiratório, cardíaco e gastrointestinal, associados a marcadores de inflamação elevados e evidência de Covid-19 ocorrido anteriormente.
Pais e responsáveis de crianças que apresentarem sintomas da síndrome devem procurar atendimento em qualquer porta de entrada de urgência e emergência da rede estadual de saúde e em unidades da Atenção Básica, responsabilidade do município.
A unidade de tratamento para pacientes pediátricos que apresentarem a SIM-P é o Instituto de Saúde do Amazonas (Icam), que já é referência no atendimento de crianças e adolescentes acometidos pelo novo coronavírus. Casos que apresentem agravamento das funções cardíacas serão referenciados para o Hospital Universitário Francisca Mendes (HUFM).
Nesta sexta, a FVS-AM publicou nota técnica com orientações para identificação de casos suspeitos de SIM-P. A Nota Técnica 28/2020 alerta profissionais de saúde e secretarias municipais de saúde sobre a possibilidade da ocorrência da síndrome e orienta que a notificação dos casos suspeitos seja feita de forma imediata e obrigatória, de preferência pelo serviço de saúde que realizou o atendimento do caso.
O Ministério da Saúde publicou, em maio de 2020, uma nota técnica alertando para a identificação precoce da síndrome. De acordo com a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto, a fundação já está realizando busca ativa de casos no Estado, conforme orientação do Ministério da Saúde, para investigação da doença.
A análise de possíveis casos é feita por uma equipe composta por membros da Comissão Estadual de Prevenção e Controle de Infecção em Serviços de Saúde (Ceciss/FVS-AM), do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (Cievs/FVS-AM), de técnico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), que presta consultoria à FVS-AM; e médicos infectologistas e pediátricos.
O registro deve ser realizado em formulário de notificação do Ministério da Saúde, disponível por meio de link na internet, e a amostra laboratorial deve ser encaminhada ao Laboratório Central de Saúde Pública da FVS-AM (Lacen/FVS-AM).
A FVS-AM é responsável pela Vigilância em Saúde do Amazonas e atua no monitoramento de doenças no estado. A instituição funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na avenida Torquato Tapajós, 4.010, Colônia Santo Antônio, Manaus. Os números para contato são (92) 3182-8550 e 3182-8551.
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