08/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Na Tríplice Fronteira, Defensoria atua em casos da Justiça Federal

Publicado em 19 de setembro, 2020

Na Tríplice Fronteira, Defensoria atua em casos da Justiça Federal

Na Tríplice Fronteira, Defensoria atua em casos da Justiça Federal. Foto: Arquivo

Órgão responsável por prestar assistência jurídica gratuita na esfera estadual, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) também está atuando em processos da Justiça Federal na região da Tríplice Fronteira (Brasil-Peru-Colômbia).

A situação dos presos federais custodiados na Unidade Prisional de Tabatinga, município a 1.108 km de Manaus, tem chamado a atenção dos defensores públicos estaduais que atuam no Polo da DPE-AM no Alto Solimões.

Na Tríplice Fronteira

Com a ausência da Defensoria Pública da União (DPU), que é a instituição com legitimidade para atuar no Judiciário Federal, no interior do Amazonas, os detentos acabam desassistidos juridicamente.

“Aqui fazemos fronteira com o Peru e a Colômbia e, portanto, são muitos os casos de processos de competência da Justiça Federal. A Defensoria Pública do Estado tem atuado diariamente por estes presos, mas encontra inúmeras barreiras, a começar pelo fato de que não temos legitimidade para atuar na Justiça Federal, sem contar a dificuldade em acessar os processos destes assistidos”, afirma o defensor público Murilo Breda.

Uma das atuações recentes da DPE-AM em processo federal resultou na progressão de pena de um preso que desde maio de 2017 poderia estar no regime semiaberto. O homem foi condenado pela Justiça Federal, em 1ª instância, por tráfico de drogas a uma pena privativa de liberdade de dez anos, dois meses e 20 dias. Ele foi preso em agosto de 2015 e aguardava sua apelação ser julgada desde setembro de 2019 no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).

Defensores públicos

Para conseguir a progressão de pena, os defensores públicos estaduais Murilo Breda e Rodrigo Valle peticionaram ao desembargador relator da apelação e solicitaram à DPU que protocolassem o pedido de relaxamento da prisão.

“O desembargador, mesmo não concedendo a liberdade, determinou que o juiz da execução penal da comarca de Tabatinga verificasse, através da abertura de execução provisória da pena, a possibilidade de progressão de regime de cumprimento de pena. Com o processo na Justiça Estadual, a progressão foi concedida no último dia 11”, explica o defensor Rodrigo Valle.

Inaugurado em novembro de 2020, o Polo da DPE-AM no Alto Solimões atende, além de Tabatinga, os municípios de Amaturá, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença e Tonantins. Quem precisar dos serviços da Defensoria na região pode entrar em contato por meio do telefone (92) 98428-2843. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h.

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