21/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Covid-19 responde por 97,5% dos casos de SRAG reportados no país. AM pode ter alta

Publicado em 18 de setembro, 2020

Foto: Peter Ilicciev/Fiocruz

De acordo com o InfoGripe, boletim semanal divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 97,5% das ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) reportados no Brasil em 2020 e com exame positivo para alguma infecção viral se deram em decorrência da Covid-19. Os dados atualizados, divulgados nesta sexta-feira (18/9), indicam manutenção da tendência de queda no número de novos casos semanais em algumas localidades do país. No entanto, há sinal de alta no curto ou longo prazo em 11 estados, entre eles, o Amazonas.

A SRAG é uma complicação respiratória associada muitas vezes ao agravamento de alguma infecção viral. O paciente pode apresentar desconforto respiratório e queda no nível de saturação de oxigênio, entre outros sintomas. As ocorrências de SRAG em 2020 aumentaram em decorrência da pandemia de Covid-19, causada pelo novo coronavírus Sars-CoV-2.

No ano passado, foram reportados 39,4 mil casos. Neste ano, já são 447.840, dos quais 54% tiveram resultado laboratorial indicando presença de algum vírus respiratório.

Entre as ocorrências com exame positivo para infecção viral, foram identificados quadros de SRAG associados não apenas ao novo coronavírus (97,5%), como também ao vírus influenza A (0,5%), ao vírus sincicial respiratório (0,4%) e ao vírus influenza b (0,2%). Quando analisados os casos que evoluíram à óbito, 99,3% estão vinculados ao novo coronavírus. Até o momento, são 111.575 mortes por SRAG em 2020. Em 2019, foram 3.811.

Tendência de queda

A nova edição do Infogripe se baseia nos dados inseridos até a última terça-feira (15/9) no Sivep-gripe, sistema de informação mantido pelo Ministério de Saúde e alimentado por estados e municípios. Embora indique uma tendência de queda no número de novos casos semanais, a Fiocruz aponta que as ocorrências de SRAG encontram-se ainda em um patamar muito alto. Todas as regiões do país estão situadas na “zona de risco”, com índices bem elevados na comparação com o padrão histórico.

O boletim traz ainda uma análise para as próximas três semanas (curto prazo) e para as próximas seis semanas (longo prazo). A tendência de queda não se observa de forma homogênea em todo o Brasil.

Em 15 estados e no Distrito Federal, todas as macrorregiões têm sinais que apontam para a redução ou estabilização do número de casos. Por outro lado, há ao menos uma macrorregião com sinal de crescimento no curto ou longo prazo em 11 estados: Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe, São Paulo e Santa Catarina.

Entre as capitais, João Pessoa e Manaus mantiveram sinal moderado de crescimento a longo prazo. Já Aracaju tem forte tendência de alta no curto prazo. Palmas tem sinal moderado de aumento dos casos no curto prazo. Para a Fiocruz, o desafio atual é evitar uma possível retomada do crescimento. “Embora a maioria das capitais esteja com sinal moderado ou alto de queda ou estabilidade no longo prazo, o cenário é de cautela”, aponta o boletim.

 

Fonte: Agência Brasil 

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