
Caso aconteceu na madrugada de domingo, e vítimas fizeram vídeos. Foto: Reprodução
A Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública informou, nesta segunda-feira (14/9), que determinou a abertura de um Inquérito Policial e de um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as denúncias contra o policial militar suspeito de atirar contra o apartamento de um vizinho, em Manaus. Segundo o dono do apartamento, o imóvel virou alvo de tiros após ele reclamar de uma festa que ocorria na área de lazer do residencial, fora do horário determinado.
O caso aconteceu no condomínio Smart Flores, na zona Centro-Sul de Manaus, na madrugada de domingo (13/9). Nesta segunda segunda-feira, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM) afirmou que o corregedor-geral, delegado George Gomes, garantiu que a apuração terá o rigor necessário para o esclarecimento dos fatos, dentro do devido processo legal.
De acordo com a SSP, o PM foi ouvido na sede da Corregedoria, na manhã desta segunda. O policial “se reservou ao direito de permanecer em silêncio”.
A secretaria disse que já foram ouvidas a vítima e testemunhas. “Perícias foram requisitadas para a arma supostamente utilizada no delito e no local do fato”, informou a pasta.
A Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) informou que, ao tomar conhecimento das acusações, instaurou um Procedimento Administrativo pela Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD), da corporação. “Serão apuradas as circunstâncias do ocorrido, possibilitando às partes envolvidas a apresentação da sua versão dos fatos, respeitados os princípios da ampla defesa e contraditório”, disse a SSP-AM.
Em nota, a Polícia Militar do Amazonas ressaltou que não compactua com atos que contrariem a lei e a ordem e reiterou seu compromisso com o dever de servir, proteger e preservar os direitos individuais e coletivos.
Segundo Eduardo Martins Michiles da Silva, de 35 anos, o apartamento dele virou alvo de tiros na madrugada de domingo. Tudo começou quando Eduardo pediu para que a síndica do residencial fizesse intervenção na festa que acontecia na área de lazer do condomínio. De acordo com o morador, o evento estava sendo realizado fora do horário determinado.
Após a reclamação, o policial teria atirado cerca de dez vezes contra o apartamento de Eduardo. O tiros atingiram o quarto do filho do homem, de dois anos de idade. Em vídeo divulgado em uma rede social, Eduardo disse que a criança só não foi atingida porque estava no quarto dos pais.
Um Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
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