
Casal tentou registrar o bebê em Presidente Figueiredo. Foto: Arquivo
Henrique Andrade Pereira e Nelcinéia Moreira Leitão, ambos de 32 anos, foram presos ontem (10/9), na cidade de Presidente Figueiredo (a 107 quilômetros em linha reta de Manaus). Conforme a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), o casal tentou registrar um recém-nascido de 32 dias, apresentando nomes e documentos falsos na secretaria de Saúde daquele município. O delegado do caso suspeita que os dois venderam a criança para uma família em Manaus. O bebê já foi resgatado na capital e irá para um abrigo.
A prisão foi efetuada pela equipe de investigação da 37ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Presidente Figueiredo, por volta das 16h30 de ontem. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (11/9).
De acordo com o delegado Valdinei Silva, titular da 37ª DIP, o casal procurou a secretaria em busca de uma certidão de nascido vivo, alegando que o bebê tinha nascido na zona rural de Presidente Figueiredo, durante um parto natural, mas que o recém-nascido estava em Manaus.

O delegado Valdinei Silva deu detalhes do caso. Foto: Divulgação/PC-AM
Segundo o delegado, Henrique se apresentou com o nome falso de ‘Renato da Costa Gama’ e informou que Nelcinéia seria a testemunha obrigatória para a emissão da certidão.
“Eles apresentaram a caderneta da suposta mãe biológica da criança, identificada como ‘Ana Carla da Silva Lopes’, porém os funcionários da secretaria desconfiaram da dupla, pois o documento apresentado estava com várias rasuras. Sendo assim, eles acionaram a nossa equipe e nos deslocamos até o local para averiguarmos a ocorrência”, disse Silva.
O delegado contou que o casal foi levado à delegacia, onde foi constatado que ‘Renato’, na verdade, se chamava Henrique e portava um documento de identidade adulterado. Já Nelcinéia, que se apresentou como testemunha do nascimento da criança, é na verdade a mãe biológica dela.
O homem, ao perceber que o plano não estava dando certo, mudou a versão dos fatos e afirmou que a mulher estaria repassando a criança a ele para adoção.
“Porém, descobrimos também que eles deram a criança para outra família, em Manaus, e estavam tentando realizar o registro dela aqui no município, usando os documentos deles. Mas há a suspeita que Henrique e Nelcinéia tenham vendido o recém-nascido para essa nova família. Acionamos a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), que realizou o resgate do bebê em Manaus, e ele será encaminhado para um abrigo”, explicou o delegado.
Henrique e Nelcinéia foram autuados em flagrante por falsidade ideológica, uso de documento falso, falsificação de documento público e tráfico de pessoas. Ao término dos procedimentos cabíveis, eles ficarão na carceragem da 37ª DIP à disposição da Justiça.
Veja mais notícias em Cidade