
A vereadora Mirtes Salles disse que tentar agendar uma reunião na sede da Aneel para tratar do aumento de energia no Amazonas. Foto: Divulgação
A vereadora Mirtes Salles (Republicanos) questionou e criticou a proposta apresentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no último dia 26, para que haja aumento de 8,5% na tarifa de energia elétrica do Amazonas.
“Eu não sei em que planeta eles vivem para propor esse reajuste?! O mundo todo está enfrentando uma crise, devido a pandemia da Covid-19. O Governo Federal prorrogou o auxílio emergencial para a população poder sobreviver. O prefeito da cidade, também sensível a situação, prorrogou um decreto para proibir o corte de água. O Serasa também estendeu uma campanha para negociar as dívidas dos cidadãos e a Aneel apresenta esta proposta que vem na contra -mão de todos os esforços públicos e, até, privados para que a situação de crise se estabilize”, criticou a vereadora, em discurso na tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta terça-feira (1/9).
Mirtes Salles, que é vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor na CMM, alertou ainda que, caso essa sugestão da Aneel – que ainda precisa passar por consulta pública – seja aprovada, o Amazonas terá a tarifa de energia elétrica mais cara do país.
Atualmente, mesmo com todas as falhas na prestação do serviço em todo estado – que inclusive deixa, frequentemente, muitos bairros da capital sem energia elétrica -, o amazonense paga a terceira conta de luz mais cara do país.
Os vereadores Diego Afonso (PSL), Raulzinho (DEM), Amaury Colares (Republicanos), Ceará do Santa Etelvina (PSDB) e Eloi Abreu (PMN) manifestaram, em apartes, que compartilham da mesma indignação contra aumento proposto pela Aneel e argumentaram que a bancada do Amazonas na Câmara Federal precisa se articular pela causa.
A vereadora Mirtes Salles informou que a Aneel precisa divulgar onde e quando será feita a consulta pública para a proposta em Manaus. Ela também está articulando uma reunião na própria sede da Aneel, em Brasília, para tratar do tema.
“Essa consulta pública deverá ocorrer aqui em Manaus, obrigatoriamente, em setembro e nós precisamos saber onde e quando ela será feita. Isso precisa ser amplamente divulgado para que todos os interessados possam participar e se posicionar”, observou Mirtes Salles.
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