02/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Internas do Centro de Detenção Provisória Feminina concluem curso de confecção de máscaras

Publicado em 26 de agosto, 2020

Internas do Centro de Detenção Provisória Feminina concluíram curso de confecção de máscaras. Foto: Divulgação/Seap

Nesta terça-feira (25/8), a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) realizou a cerimônia de encerramento do curso de Confecção de Máscaras de Tecido para as detentas do Centro de Detenção Provisória Feminina (CDPF), localizado no km 08 – BR-174 (Manaus-Boa Vista). A capacitação começou em julho e chega ao fim com 13 reeducandas certificadas.

Na ocasião, foi inaugurada a sala de corte e costura da unidade, local onde as internas produziram 1.108 máscaras de tecido dupla face. As seis máquinas de costura e os demais insumos utilizados para a confecção das máscaras foram doados pelo Fundo de População da Organização das Nações Unidas (UNFPA/ONU), parceiro responsável pela iniciativa.

“As máscaras serão destinadas à ‘Operação Acolhida’, coordenada pelo Governo Federal, tanto no estado do Amazonas quanto em Roraima, onde atuamos no acolhimento da população migrante e refugiada venezuelana presente nos estados”, disse a coordenadora do UNFPA do Amazonas, Débora Rodrigues.

Unidade prisional tem sala de corte e costura. Foto: Divulgação/Seap

Parte dos itens será distribuída também entre os colaboradores do CDPF e os públicos externo e interno da Seap.

Débora explicou o objetivo da parceria. “Além da produção das máscaras, essa parceria tem como objetivo propiciar uma oportunidade para as mulheres custodiadas adquirirem novas habilidades e as utilizarem como ofício fora do centro de detenção, se assim desejarem”, disse.

O secretário da pasta, coronel Vinícius Almeida, esteve presente na cerimônia. Ele parabenizou as reeducandas e relembrou o marco histórico alcançado recentemente na Penitenciária Feminina de Manaus (PFM), que consiste em 100% das internas trabalhando. “É isso que queremos para o CDPF também. Juntos vamos revolucionar o sistema prisional do Amazonas. Mas precisamos que confiem no nosso trabalho, queiram e entendam que é possível virar a página. Queremos que saiam daqui melhores do que entraram”, disse Almeida.

Sobre o curso

Com carga horária de 120 horas, as reeducandas aprenderam desde noções de corte ao manuseio do maquinário e das linhas, até os tipos de tecido e modelos de máscaras.

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