
A professora estava afastada da escola desde o início da suspensão das aulas presenciais e, em julho, sofreu um derrame ocular. Foto: Michell Mello/Arquivo-Secom
Nesta sexta-feira (21/8), a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc) lamentou o falecimento da professora Leila Guerra Soares, que estava lotada na Escola Estadual (EE) Sebastião Augusto, em Manaus. A pasta também descartou relação entre a morte e a volta às aulas nas escolas públicas da rede estadual. A Seduc enfatizou que a profissional não foi vítima de Covid-19. Laudo médico aponta que a professora foi diagnosticada com pneumonia bacteriana.
A secretaria informou que Leila era professora de Ciências do ensino Fundamental e precisou ser internada, em situação de emergência, no Hospital Rio Negro. Na unidade de saúde, foi constatado que a educadora havia contraído pneumonia bacteriana. De acordo com a Seduc, durante a internação, a professora foi testada mais de uma vez para Covid-19, e todos os resultados deram negativo.
Dias depois de dar entrada no hospital, a professora precisou ser intubada e, após a detecção de uma hemorragia pulmonar, veio a óbito na quinta-feira (20/8). Ela tinha dado entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no dia 12 de agosto.
Segundo a Seduc, a família da professora enviou laudo à secretaria que confirma o falecimento após complicações de uma pneumonia bacteriana. “Ao contrário do que vem sendo publicado nas redes sociais e portais de notícias, a professora de Ensino Fundamental não faleceu em decorrência do novo coronavírus (Covid-19) e tampouco contraiu a doença em atividades escolares”, disse a Seduc.
Ainda de acordo com a pasta, diferente do que está sendo divulgado, a servidora não teve nenhuma participação na Jornada Pedagógica do ensino Médio, promovida pela a Secretaria de Educação na semana antes da volta às aulas presenciais.
A profissional estava afastada da escola desde o início da suspensão das aulas presenciais e, em julho, sofreu um derrame ocular. Conforme a gestão da unidade de ensino, que possui todas as mensagens trocadas com Leila e a filha, no WhatsApp, após o derrame a professora passou a ter problemas com a visão, o que dificultava, inclusive, o contato pelo aplicativo de mensagem.
Antes da Escola Estadual Sebastião Augusto, ela atuou, também, no Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) João dos Santos Braga, na zona Norte da capital.
A Seduc também lamentou o falecimento. “A Secretaria de Educação se solidariza com a família e amigos de Leila e lamenta esta perda irreparável, confiando que Deus conforte seus corações e dê forças para transformar toda dor em fé e esperança, e pede, também, que seja respeitado o período de luto dos entes próximos à educadora”, afirmou a pasta.
A secretaria disse repudiar “todas as informações falsas espalhadas por meio de mensagens de aplicativo e redes sociais a respeito dos seus princípios e ética trabalhista como servidora da secretaria”.
Segundo o laudo médico de Leila, datado de 20 de agosto de 2020, a professora estava internada na UTI do Hospital Rio Negro desde o dia 12 de agosto, com diagnóstico de pneumonia bacteriana e insuficiência respiratória aguda, não sendo correspondente à Covid-19. O laudo destaca, ainda, que não havia evidência clínica, nem tomográfica nem laboratorial de diagnóstico da infecção.
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