
No Amazonas, 139 mil (3,4% da população) optaram pelo teste por meio de furo no dedo. Foto: Girlene Medeiros/FVS
Desde o início da pandemia até julho, 283 mil pessoas fizeram algum teste para diagnóstico da Covid-19 no Amazonas, o que representa 7% da população do estado. A maioria optou pelo ‘furo no dedo’. Os dados são da PNAD COVID19 mensal, divulgada nesta quinta-feira (20/8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
Das 283 mil pessoas que fizeram algum teste, 92 mil (2,3% da população) testaram positivo para a doença causada pelo novo coronavírus.
Segundo o instituto, entre os testes para diagnóstico da doença, as pessoas poderiam ter realizado o exame com material coletado na boca ou nariz com o cotonete (swab); o teste rápido com sangue coletado por um furo no dedo; ou o exame com sangue retirado da veia do braço.
No Amazonas, 139 mil (3,4% da população) optaram pelo teste por meio de furo no dedo; 106 mil (2,6% da população) fizeram o teste por exame de sangue; e 72 mil (1,8%), o teste Swab, através de coleta da saliva.
De acordo com o IBGE, foi observado que os testes foram realizados por homens e mulheres na mesma proporção (6,9% e 7,1%, respectivamente), mas, principalmente, por pessoas de 30 a 59 anos de idade (10,8%).
Além disso, quanto maior o nível de escolaridade e a renda, maior foi o percentual de pessoas que fez algum teste.
Conforme o levantamento, pessoas sem instrução ao ensino Fundamental representaram 4,1% das que fizeram os teste. Já as pessoas com ensino Superior ou pós-graduação, representaram 16,5% do total.
As pessoas com renda de meio salário mínimo representaram 4,2% das que realizaram o teste, e as pessoas com quatro salários mínimos ou mais, 18,2%, no Amazonas.
O estado (7,0%) foi a décima Unidade da Federação, empatada com o Espírito Santo, em percentual de testes realizados desde o início da pandemia. Os estados com percentuais mais altos de testes realizados foram o Distrito Federal (16,9%), Amapá (11,0%) e Piauí (10,5%). Pernambuco registrou o menor percentual (4,1%) de exames realizados, assim como Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, os três estados com 4,5%.
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