
Protesto reuniu grupo pequeno, e a Asprom atribuiu o número reduzido a medidas contra aglomeração de pessoas. Foto: Divulgação/Asprom
Na manhã desta quinta-feira (13/8), um grupo ligado ao Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (AspromSindical) fez uma manifestação em frente à sede da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM), na avenida Torquato Tapajós, bairro Colônia Santo Antônio, zona Norte de Manaus. Na ocasião, a entidade afirmou que há denúncias de casos de Covid-19 em 15 escolas da capital. Em nota, a Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc) rebateu o número, e confirmou quatro casos entre membros da comunidade escolar, em diferentes unidades de ensino.
O grupo protestou contra o retorno das aulas presenciais nas escolas do estado. Os manifestantes querem que o Governo do Amazonas volte atrás e suspenda as aulas da rede pública, por conta da pandemia do novo coronavírus.
A Asprom afirma que as escolas não possuem estrutura adequada para retornar às atividades. O grupo também argumenta que tanto os professores quanto os alunos correm risco de serem infectados pela Covid-19.
Durante a manifestação, alguns professores ficaram revoltados com a presença de seguranças posicionados em frente à entrada da FVS. Utilizando um carro som, alguns manifestantes disseram que, pelo menos, cinco escolas fecharam as portas para desinfeção nessa quarta-feira (12/8). Com isso, segundo o grupo, professores e pedagogos dessas unidades de ensino aderiram à greve.
A Asprom vem se posicionando contra o retorno das aulas, desde que o Estado anunciou a volta das aulas em formato híbrido – que junta o ensino presencial com o remoto.
Na última segunda-feira (10/8), a entidade instalou uma greve dos professores e pedagogos contra o retorno das aulas presenciais. Conforme o sindicato, a medida atendeu o prazo mínimo de 72 horas exigido por lei.
“A Seduc mente quando diz que o número de 15 escolas é falso. Em especial, quem mente é o secretário de educação Luiz Fabian”, atacou Lambert Melo, coordenador de comunicação da Asprom, nesta quinta-feira.
De acordo com ele, até a noite de ontem (12/8), o sindicado recebeu várias denúncias que totalizam 18 escolas com casos de professores que estão infectados com Covid-19. A Asprom diz que esses casos já estariam atestados por exame médico.
“Muitos desse casos foram descobertos por exames realizados pela Secretaria Municipal de Educação [Semed Manaus]. Muitos deles participaram da Jornada Pedagógica na semana passada sem saber que estavam contaminados. Por consecutivamente, infectaram outras colegas e, nessa semana, podem ter infectado inclusive alunos”, afirmou Lambert.
A Asprom promete realizar, ainda na tarde desta quinta, uma fiscalização em três dessas unidades. São elas: Esfola Estadual Maria do Céu Vaz de Oliveira, Esfola Estadual Samuel Benchimol, Escola Estadual Homero de Miranda Leão. Na Escola Maria do Céu, a Seduc confirmou que uma professora testou positivo para Covid-19, na segunda-feira (10), primeiro dia de retorno às aulas da rede estadual na capital. A unidade passou por nova desinfecção, e alunos e professores foram dispensados assim que a secretaria tomou conhecimento do caso.
Na manhã desta quinta, apenas alguns professores participaram do ato da Asprom. Segundo a entidade, o número reduzido de pessoas é para evitar aglomerações.
Em nota, a Seduc rebateu as informações divulgadas pela Asprom. A secretaria enfatizou que “não procede a informação que circula em grupos de WhatsApp sobre 15 escolas onde há casos de coronavírus”.
A pasta afirmou, ainda, que desconhece o teor e a autoria da lista e que os números não condizem com os dados oficiais do monitoramento realizado pela Seduc.
A secretaria disse que, até a tarde de ontem (12/8), tinha a confirmação de testes positivos para a doença entre quatro membros da comunidade escolar, em diferentes unidades de ensino.
“O monitoramento segue sendo realizado durante esta quinta-feira (13/08) e qualquer atualização nos dados oficiais será informada pela pasta”, afirmou a Seduc.
A secretaria destacou que, em todos os casos confirmados registrados, tem tomado as devidas providências, previstas nos protocolos de saúde da rede pública estadual de ensino aprovados pela FVS-AM.
David Batista
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