08/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Arthur Virgílio detalha luta contra Covid-19, anuncia ‘tranquilidade’ em Manaus e critica Bolsonaro

Publicado em 31 de julho, 2020

Foto: Reprodução/CNN Brasil

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, detalhou, nesta sexta-feira (31/7), a luta contra a Covid-19 e disse que pensou na morte. A declaração foi dada à CNN Brasil. Na entrevista, ele também disse que Manaus vive uma “fase de tranquilidade” e voltou a criticar Jair Bolsonaro. Dessa vez, Arthur comparou o presidente a Delfim Moreira – presidente do Brasil no início do século XX. “Alheio a tudo”, enfatizou o prefeito.

Arthur classificou como “vexatória a situação do Brasil” na pandemia, o segundo país em número de mortos por Covid-19. Confira os detalhes, a seguir.

Recuperação da Covid-19

O prefeito lembrou os 31 dias que passou internado para se tratar da Covid-19, e contou que se dedicou à fisioterapia. “Algumas sequelas ficam. O pulmão vai cicatrizando, vai limpando a cada momento”, disse. “Se eu falar muito, eu tenho acesso de tosse, talvez lembrança do meu passado de menino asmático que fui”, completou.

O prefeito alertou a população sobre a infecção. “Se eu pudesse fazer uma recomendação às pessoas, eu faria. Não peguem essa doença. Ela é ilógica, ela é perversa”, disse, lembrando que a primeira-dama Elisabeth Valeiko Ribeiro também foi infectada. “Ela teve dores no corpo, ficou sem paladar e sem olfato. Depois disso, ficou completamente boa. Eu tive que lutar, e lutar muito, porque os meus sintomas eram outros”, disse.

Ele destacou que a doença pode atacar diferentes órgãos, como coração e cérebro, e revelou que temeu morrer. “Eu pensei na morte. Eu dizia ‘não é o melhor lugar para eu morrer, não é a melhor hora para eu morrer’. Eu não tenho medo de morrer, mas eu não gostaria de morrer assim, desse jeito”, afirmou.

Situação da pandemia em Manaus

Ao ser questionado sobre a situação da pandemia em Manaus, Arthur destacou que a capital “está bem” e vive uma fase de tranquilidade, mas ponderou sobre a situação no restante da região.

“Eu não sei se dura [a fase de tranquilidade em Manaus]. Eu sou muito cauteloso. Agora, se a gente fala em Amazonas, eu acredito muito em subnoticação. Eu creio muito que pessoas no interior do interior, que a gente chama de ‘beiradão’, tem gente que pode estar enterrando os seus mortos dentro de casa, no seu quintal”, disse.

Na avaliação do prefeito, o Sistema Único de Saúde (SUS) “não é nada” no Amazonas. “Dos 61 municípios, fora Manaus, nenhum deles tem armas para enfrentar essa doença”, afirmou. Contando com a capital, o estado é composto por 62 municípios.

Críticas ao presidente

O prefeito voltou a criticar o presidente Jair Bolsonaro, que também adquiriu Covid-19. Ontem (30/7), o presidente esteve em Teresina, no Piauí, no seu primeiro compromisso público após a recuperação da doença. “Ele, às vezes, me lembra o presidente Delfim Moreira [presidente do Brasil entre 1918 e 1919]: alheio a tudo, enquanto outras pessoas tentam fazer o dia a dia de uma gestão”, ressaltou Arthur.

Virgílio afirmou que há insensatez no Brasil e nos Estados Unidos, numa referência às gestões de Bolsonaro e do presidente norte-americano, Donald Trump, frente à pandemia. “É culpa, na verdade de cima, começa nos dois presidentes”, falou.

Ajuda internacional

O presidente destacou, ainda, a ajuda internacional que recebeu para o combate à pandemia no Amazonas, citando o presidente francês Emmanuel Macron e a ativista Greta Thunberg.

Veja mais notícias em Política

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.