
Número de pessoas que relataram sintomas de Covid-19 cai 58,4% no Amazonas. Foto: Divulgação/Prefeitura de Eirunepé
Em junho, 148 mil pessoas (3,7%) relataram ter sentido sintomas como perda de cheiro ou sabor, tosse e febre e dificuldade para respirar, ou tosse e febre e dor no peito, no Amazonas. O número é 58,4% menor que o do mês anterior, quando 356 mil pessoas (8,8%) relataram ter tido sintomas conjugados. Os dados são da PNAD Covid19 e foram divulgados pelo Instituto de Geografia e Estatísticas (IBGE), nesta quinta-feira (23/7).
Em 7,7% dos domicílios totais, e em 7,3% dos domicílios com idosos, no Estado, havia ao menos um morador que relatou ter apresentado um ou mais sintomas conjugados. Esses percentuais foram, respectivamente, 19,1% e 16,2%, no mês anterior.
A pesquisa também levantou que 57 mil pessoas que estavam com sintomas conjugados, que podem estar relacionados à Covid-19, procuraram estabelecimento de saúde. Elas representam 38,8% do total de pessoas que tiveram esses sintomas; percentual maior em relação a maio, quando 24,4% das pessoas com sintomas conjugados procuraram estabelecimento de saúde.
De acordo com o IBGE, a PNAD Covid19, em sua parte de saúde, investiga a ocorrência de alguns dos principais sintomas associados à síndrome gripal e, consequentemente, à Covid-19. Em junho, na pesquisa do instituto, foram perguntados, para todos os moradores do domicílio, se na semana anterior à entrevista, algum deles apresentou: febre; tosse; dor de garganta; dificuldade de respirar; dor de cabeça; dor no peito; náusea; nariz entupido ou escorrendo; fadiga; dor nos olhos; perda de cheiro ou de sabor; e dor muscular.
“É importante destacar que a identificação de ter ou não apresentado o sintoma é feita pelo morador do domicílio e que não se pressupõe ter um diagnóstico médico, ou seja, os sintomas são referidos pelo morador”, afirmou o IBGE.
O instituto lembrou que, em decorrência da pandemia de Covid-19, muitos estudos na área da saúde têm identificado alguns sintomas que podem estar mais associados à presença do vírus Covid-19. Neste sentido, e seguindo esta literatura, foi possível conjugar os sintomas de forma a apresentar um indicador síntese de pessoas que relataram ter algum dos sintomas conjugados. Os sintomas utilizados foram:
• perda de cheiro ou de sabor; ou
• tosse e febre e dificuldade para respirar; ou
• tosse e febre e dor no peito.
Segundo o IBGE, os resultados apresentados terão como foco a presença de algum dos sintomas de síndromes gripais, assim como o indicador síntese de sintomas conjugados.
Em junho, a PNAD Covid-19 estimou que 342 mil pessoas (ou 8,5% da população) no Amazonas, apresentaram algum dos sintomas pesquisados de síndromes gripais. o número é 55,3% menor do que o indicado em maio, quando 764 mil pessoas (ou 18,9% da população) afirmaram ter sentido algum dos sintomas.
Em termos do indicador síntese, 148 mil pessoas (ou 3,7% da população) apresentaram sintomas conjugados de síndrome gripal que podiam estar associados à Covid-19 (perda de cheiro ou sabor ou febre, tosse e dificuldade de respirar ou febre, tosse e dor no peito), no Estado. O número é 58,4% menor do que o mostrado pela pesquisa no mês anterior, em maio, quando 356 mil pessoas (ou 8,8% da população) afirmaram ter sentido sintomas conjugados.
Considerando o total de domicílios com presença de idosos (979 mil) no estado, em junho, em 75 mil ou 7,7% dos domicílios havia pelo menos uma pessoa com sintomas conjugados, ou seja, que podiam estar relacionados à Covid-19. Em comparação com o mês de maio, quando em 185 mil domicílios (19,1%), havia pelo menos uma pessoa com sintomas conjugados, o número é 59,5% menor.
Dentre o total de domicílios do Amazonas, 246 mil tinham pessoa idosa como morador. Deste total de domicílios com pessoa idosa, 18 mil ou 7,3% tinham ao menos um morador com sintomas referenciados conjugados. O número é mais de 55% menor do que o do mês anterior, quando 40 mil ou 16,2% dos domicílios com pessoa idosa tinha alguém com sintomas conjugados.
Com relação às Grande Regiões, a Região Norte foi, em junho, assim como em maio, aquela que apresentou o maior percentual de pessoas com algum sintoma gripal (8,9%, equivalente a 1,2 milhões de pessoas), assim como o maior percentual de pessoas com algum dos sintomas conjugados (3,1% ou 564 mil de pessoas).
Apesar de os percentuais serem os maiores entre as Grandes Regiões, os números de junho tiveram queda expressiva de mais de 60% (63,7% e 60,3%, respectivamente) em relação a maio, quando 18,3%, equivalente a 3,3 milhões de pessoas apresentaram algum sintoma gripal, e 7,8% ou 1,4 milhão de pessoas tiveram sintomas conjugados.
Os percentuais de pessoas que sentiram algum sintoma gripal e sintomas conjugados nas Grandes Regiões foram, respectivamente: Norte – 8,9% e 3,1%; Nordeste – 8,4% e 1,6%; Sudeste – 6,8% e 0,7%; Sul – 6,6% e 0,4%; e Centro-Oeste – 6,4% e 0,9%.
Além disso, cerca de 25,8% (ou 88 mil) das pessoas que apresentaram algum dos sintomas pesquisados procurou atendimento em estabelecimento de saúde; percentual maior de procura em relação ao mês anterior, quando 16,7% procuraram atendimento. Em maio, porém, o número de pessoas que apresentaram algum dos sintomas gripais e foram a estabelecimento de saúde foi bem maior: 127 mil pessoas. Ou seja, com a queda do número de pessoas com sintomas, um maior percentual de pessoas que precisavam procurou um estabelecimento de saúde para atendimento.
Entre aqueles que apresentaram algum dos sintomas conjugados, o percentual de procura a estabelecimento de saúde foi de 38,8% (ou 57 mil pessoas). A pesquisa mostra que o número de pessoas com esses sintomas, que procuraram estabelecimento de saúde, foi menor em relação ao mês anterior, quando 87 mil pessoas buscaram atendimento. Entretanto, o percentual de pessoas que sentiram sintomas conjugados e que buscaram estabelecimento de saúde foi maior, pois, em maio, foi de 24,4%, apenas.
A procura por atendimento poderia ser feita em mais de um estabelecimento, seja na rede pública de acesso a toda população, seja na rede privada. No entanto, a maioria das pessoas (3 milhões e 553 mil ou 88,6%) não possuíam plano de saúde, em junho, no Amazonas. As que possuíam plano de saúde no Amazonas eram 458 mil ou 11,4%.
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