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Com a possibilidade de retomada das aulas presenciais, universidades privadas do Amazonas estão dedicadas a adotar medidas para mitigar os reflexos deixados após a suspensão das atividades acadêmicas durante o ápice da Covid-19. A retorno das aulas presenciais na rede privada está previsto para o dia 6 de julho, no 4º e último ciclo de abertura gradual das atividades não essenciais, planejado pelo Comitê de Crise criado pelo Governo do Amazonas. O Portal procurou as instituições para obter informações sobre a retomada das atividades presenciais e medidas de segurança planejadas.
Algumas instituições planejam disponibilizar, além das aulas presenciais, mediadas ou não por tecnologias digitais da informação e comunicação: plataformas online, videoaulas, redes sociais, blogs, televisão, rádio, material impresso com orientação pedagógica aos alunos. As medidas buscam evitar retrocessos e a evasão escolar.
Parte das universidades não divulgou seu plano nem a data de retomada das atividades presenciais. Outras implantaram regras pré-estabelecidas.
Consultadas, algumas universidades citaram a realização de uma reunião com o Governo do Amazonas, na manhã desta sexta-feira (19/6). No encontro, representantes das instituições privadas receberiam orientações e regras de segurança para a retomada das atividades presenciais. O Portal aguarda informações do governo estadual sobre os assuntos tratados na reunião.
A aulas presenciais estão paralisadas desde o dia 26 de abril.
A Universidade Nilton Lins informou que está concluindo, nesta sexta-feira, um informativo com todos os detalhes da retomada das atividades, inclusive do calendário gradual de retorno.
A instituição confirmou que suas atividades presenciais serão retomadas a partir do dia 6 de julho, conforme prevê o decreto governamental de abertura gradual.
Martha Falcão
A Faculdade Martha Falcão (FMF) informou que ainda não tem um data de retorno pré-definida. Segundo a instituição, a volta depende das adequações de condições sanitárias que estão sendo implantadas pela universidade e da autorização das autoridades responsáveis.
A instituição afirmou que tem um planejamento estruturado, com uma série de medidas preventivas, para garantir a segurança e a saúde de alunos e professores no retorno das aulas presenciais.
Segundo a faculdade, as aulas práticas serão priorizadas, na primeira fase. As aulas presenciais retornarão de forma gradual.
“No momento, a unidade trabalha na readequação dos espaços, com maior distanciamento entre as carteiras, além da instalação de dispensadores de álcool em gel e aquisição de termômetros. Sinalizadores com orientações sanitárias também fazem parte das adaptações”. informou.
Conforme a FMF, outra medida é o reforço da equipe de limpeza, a fim de garantir a higienização de espaços comuns, salas e carteiras após a utilização dos alunos e profissionais. “Salientamos ainda que o uso de equipamentos de segurança será obrigatório”, destacou.
Para evitar aglomerações, os alunos terão aulas práticas agendadas em salas e laboratórios, com limitação de pessoas por aula. A faculdade disse que a transmissão das aulas ao vivo pela internet continuará acontecendo, em paralelo às atividades presenciais.
De acordo com a instituição, os alunos serão informados sobre o retorno das atividades.
A Faculdade Santa Teresa informou que já se prepara para o retorno das atividades acadêmicas presenciais. Segundo a instituição, uma série de medidas administrativas e pedagógicas estão sendo implementadas, para que estudantes, professores e colaboradores voltem às aulas de forma segura.
A instituição disse que adotará o modelo de ensino híbrido, com atividades presenciais e remotas. As atividades presenciais serão organizadas para atender as medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Dessa forma, enquanto um grupo assistirá as aulas de forma presencial, nas dependências da instituição, o outro grupo estará em atividade remota em tempo real, por meio de transmissão simultânea da aula.
“Adotaremos a sistemática de revezamento, de modo a garantir que todos obtenham a carga horária integral prevista. A estrutura das salas , organização de mesas e cadeiras, também passará por mudanças, obedecendo as regras de distanciamento”, disse Amanda Estald, diretora geral da faculdade.
De acordo com a instituição, enquanto persistir a pandemia, os alunos pertencentes ao grupo de risco poderão optar pelo regime domiciliar, assistindo às aulas remotas em tempo real.
As mudanças que serão operadas no período de pandemia atingem também o horário de entrada e saída na faculdade, que serão modificados, para garantir um intervalo adequado para a higienização dos ambientes e a não aglomeração nos espaços da instituição.
Segundo a faculdade, os alunos continuarão tendo acesso, sem custos adicionais, às ferramentas virtuais. “Os professores também estão recebendo capacitação, preparando-se para o novo modelo de ensino”, afirmou a instituição.
O Centro Universitário do Norte (Uninorte) disse ao Portal que o Governo do Amazonas vai divulgar, nos próximos dias, como os protocolos de reabertura das universidades privadas. “Só a partir disto, as instituições irão montar o plano de retorno”, afirmou a instituição.
O Portal aguarda as respostas das demais instituições privadas para acrescentar nesta matéria. Embora o Governo do Estado tenha estabelecido a data de 6 de julho de 2020 como adequada para o retorno das atividades presenciais do ensino privado, o governo estadual costuma realizar reuniões de atualização do plano às vésperas do início de cada novo ciclo. Com isso, é preciso aguardar a proximidade do quarto ciclo para obter outras informações sobre a reabertura das atividades previstas para essa última fase do plano de abertura gradual.
O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe-AM) destacou que, em sintonia com o decreto governamental, parte das escolas irão retornar no dia 6 de julho. “É responsabilidade de cada escola estabelecer o seu plano de ação. Se as aulas irão ser presencial ou híbrido (presencial + on-line). O Sinepe está ajudando e orientando as escolas”, destacou.
A entidade ressaltou que, em meio a essas providências, ainda há muitas dúvidas e incertezas a respeito do retorno das aulas. “Mesmo não havendo uma data certa, ou um protocolo de saúde e higiene adequado, assim como um calendário acadêmico preestabelecido, é urgente planejar como se dará o retorno gradual das atividades escolares no pós-decreto”, disse o sindicato.
Conforme o Sinepe, os vários fatores envolvidos no retorno – sejam eles estruturais, administrativos e humanos – precisam ser revistos com urgência, com o propósito de minimizar os prejuízos à aprendizagem e evitar a perda do ano letivo de 2020.
UEA
Entre as universidades públicas, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) já anunciou que retomará seu calendário acadêmico no dia 3 de agosto, de forma não presencial, por 52 dias. A instituição afirmou que utilizará tecnologias educacionais digitais e práticas concentradas até o mês de outubro de 2020.
Um novo semestre de atividades ocorrerá de novembro de 2020 até fevereiro de 2021. As provas do Vestibular e do SIS estão previstas para os dias 17, 18 e 19 de janeiro de 2021 e as atividades acadêmicas iniciam no mês de abril de 2021.
Ufam
Nesta semana, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) afirmou ao Portal que está formatando um ‘Plano de Biossegurança’ para atuação durante a pandemia do novo coronavírus. A estratégia inclui a discussão em torno do calendário acadêmico da instituição, que está suspenso desde o dia 31 de março.
A universidade informou que a discussão sobre o calendário acadêmico é “um dos encaminhamentos do Plano de Biossegurança que vem sendo formatado”. De acordo com a Ufam, participam da formulação a Administração Superior, os diretores de unidades e os Conselhos Superiores. O plano vem sendo construído paulatinamente via reuniões remotas.
Reportagem: David Batista
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