
2 mil brasileiros participarão de teste de vacina de Oxford contra Covid-19. Foto: Divulgação
O Brasil será o primeiro país fora do Reino Unido a começar a testar a eficácia de uma vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford. Dois mil voluntários brasileiros participarão dos testes da imunização contra o Sars CoV-2.
Conforme informações divulgadas pelo Bem Estar, da Rede Globo, a estratégia integra um plano de desenvolvimento global.
De acordo com os cientistas, para provar se a fórmula é eficaz, é necessário que os voluntários tenham contato com o vírus e, no momento, o Brasil é considerado o epicentro da pandemia. No caso do Reino Unido, a curva epidemiológica vinha caindo.
Trata-se de um dilema preocupante para os cientistas, já que a dificuldade para provar a eficácia está no fato de os pesquisadores dependerem da continuidade da circulação do vírus entre a população para que os voluntários sejam expostos ao Sars-Cov-2.
“É uma situação um pouco bizarra, porque você quer que o coronavírus desapareça, não quer que as infecções continuem”, disse Daniela Ferreira, chefe do departamento de ciências clínicas da Escola de Medicina Tropical de Liverpool. A cientista, que é doutora pelo Instituto Butantan, deu a declaração ao G1, na semana passada.
No Reino Unido, a vacina já está sendo aplicada em 10 mil voluntários. Essa imunização desenvolvida pela Universidade de Oxford ofereceu proteção em um estudo pequeno com seis macacos. O resultado encorajou a equipe a começar os testes em humanos, ainda no fim do mês de abril.
Segundo os estudos, em humanos, os testes têm apenas 50% de chance de sucesso. Adrian Hill, diretor do Jenner Institute de Oxford, que se associou à farmacêutica AstraZeneca para desenvolver a vacina, pediu cautela. Ele afirmou que os resultados da fase atual, que envolvem milhares de voluntários, podem não garantir que a imunização seja eficaz.
Fonte: Bem Estar e G1
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