
Cidade Nova e Parque Dez são os bairros com mais casos de coronavírus. Foto: Divulgação
Com o aumento expressivo no número de casos de Covid-19 no Amazonas, principalmente na capital, todos os 63 bairros da capital tem pessoas infectadas com o vírus. Os dados do boletim consolidado foram divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) e são da última quinta-feira (30).
O maior número de notificações é de residentes dos bairros Cidade Nova (150) e Parque 10 de Novembro (121). A distribuição dos casos graves de COVID-19 mostra um maior número de ocorrências nos bairros Cidade Nova (49) e Compensa (45), além do bairro Alvorada (38). Confira os mapas abaixo:


Já no Estado em geral, até a publicação da data do boletim, foram confirmados de COVID-19 em 49 (79%) municípios do Amazonas. A taxa de incidência no estado é de 115,8 casos por 100 mil habitantes.
As Regionais com maiores incidências são Rio Negro e Solimões e Entorno de Manaus e Rio Negro, com 176 e 135 casos por 100 mil hab., respectivamente. Manacapuru e Santo Antônio do Içá são os municípios com maiores taxas de incidência da doença no Estado, com 416 e 282 casos por 100 mil hab., respectivamente. Veja o mapa:


O entorno de Manaus e Rio Negro é a regional de saúde com maior número de positivos para COVID-19, com 3.473 (72,3%) notificações. Em seguida, destaca-se a regional Rio Negro e Solimões, com 523 (10,9%) notificações.
A capital concentra o maior número de registros da doença, com 3.091 (64,4%) casos. Entre os municípios do interior do estado com maior número de casos, destaca-se Manacapuru, com 405 (8,4%) casos, seguido de Parintins, com 145 (3,0%) casos e Itacoatiara e Iranduba, com 115 (2,4%) casos em cada município.
Até a última quinta-feira foram confirmados 4.801 casos da COVID-19 no Amazonas. O maior número de novos confirmados foi em 29 de abril, quando foram notificados 464 pacientes. O primeiro registro de óbito por COVID-19 no Amazonas foi em 24 de março. Desde então, já foram registrados 380 óbitos pela doença no Estado.
Desse total de óbitos por COVID-19 confirmados, 80,8% (307) ocorreram na Regional Entorno de Manaus e Rio Negro, sendo 75,8% (288) de residentes de Manaus. A taxa de letalidade por coronavírus no Amazonas é de 7,9%, superior à média nacional que é de 6.8 %.
Já do total de casos confirmados da doença, 959 (20%) desenvolveram a forma grave da doença, necessitando de internação hospitalar, sendo considerados, portanto, Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
Destaca-se que, no dia 29 de abril, haviam 268 pacientes internados com confirmação para COVID19 e, destes, 50% (135) encontravam-se em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Manaus concentra o maior número de positivos de SRAG confirmados para COVID-19, com 821 (85,6%) pacientes internados até quinta-feira. No interior do estado, Maués é o município com maior número de casos graves, com 25 (2,6%) registros, seguido de Manacapuru, com 17 (1,8%) e Itacoatiara, com 13 (1,4%) casos.
Dos pacientes confirmados para o vírus, mostra que 69% das notificações são de pessoas com idade entre 20 e 59 anos. Possivelmente, essa maior proporção de casos em adultos se deve à baixa adesão desse grupo populacional às medidas de isolamento social. Com relação ao sexo, 55,6% dos casos são de pessoas do sexo masculino e 44,4% do feminino.
Entre os casos graves da doença, a maior proporção foi de pessoas do sexo masculino 64,5% (619/959) e com idade de 60 anos ou mais. Do total de casos que evoluíram para óbito, 70% são do sexo masculino. Em ambos os sexos, a faixa etária com maior registro de óbitos foi a de 60 anos ou mais.
Com relação às características étnicas dos pacientes que desenvolveram casos graves da COVID-19, observa-se que mais de 80% se declaram-se pertencentes ao grupo pardo. Destaca-se que os casos graves e óbitos por COVID-19 em indígenas correspondem a 1,6% e 1,8%, respectivamente.
Os sinais e sintomas mais frequentes entre os casos graves de coronavírus foram: febre (92,3%), tosse (92,1%), desconforto respiratório (83,4%) e dispneia (81,7%).
Dos 959 graves de COVID-19, 70% (670) possuíam pelo menos um fator de risco, com destaque para a proporção de idosos (≥60 anos) que foi de 62%. Em seguida, 33% dos casos graves apresentavam doença cardiovascular e 29% diabetes mellitus.
Dentre os 380 pacientes que evoluíram para óbito, 86% (328/380) apresentavam fatores de risco, destacando-se 76% em idosos, 41% com doença cardiovascular, 34% com diabetes mellitus, e 20% com hipertensão.
Reportagem: Fabrinne Guimarães
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