
AM tem a maior taxa de mortalidade de Covid-19 no Brasil por milhão de habitantes
O Amazonas é o Estado com a maior taxa de mortalidade por 1 milhão de habitantes (considerando projeção populacional do Tribunal de Contas da União/2019), com 103 – aqui foram confirmados 425 mortes por complicações do vírus. O segundo atrás é Pernambuco, com 59.
Ao observar o quadro de incidência por habitantes, o Estado é o segundo com a maior taxa, somando 1.268. O primeiro lugar é do Amapá, que tem 1.277, conforme dados do Ministério da Saúde divulgados nesta quinta-feira (30), do boletim nacional da pandemia.
O Amazonas registrou mais 453 casos de Covid-19, nesta quinta-feira, segundo boletim epidemiológico divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). Também foram confirmados mais 45 óbitos pela doença.
Na Região Norte, onde estão 10.772 casos da doença (12,6% do total do Brasil), o Amazonas concentra 48,77% dos positivos. Segundo o Ministério da Saúde, foram enviados ao Estado 87.238 testes de Covid-19, sendo 40.768 RT-PCR (biologia molecular) e 46.560 testes rápido (sorologia).
Questionado pelo Portal Marcos Santos sobre leitos enviados de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o Ministério da Saúde não precisou números, respondendo genericamente. Nas últimas habilitações de novos leitos de UTI em todo o Brasil, da lista de 21 Estados contemplados, o Amazonas não aparecia.
“O Ministério da Saúde tem realizado habilitações de leitos de UTI exclusivos para atendimentos de pacientes com COVID-19, conforme as solicitações dos estados. Até o momento, 2.258 leitos já foram habilitados em 21 estados. Juntos, esses leitos receberam, em parcela única, R$ 327,1 milhões de custeio para os próximos 3 meses. Por cada leito serão pagos R$ 1,6 mil por diária do leito de UTI, o dobro do que normalmente é repassado. Outras habilitações para todo o Brasil já estão em análise pela pasta”, informou a assessoria do órgão.
O Amazonas se enquadra na prioridade de Estados com maior número de casos e mortes pelo novo coronavírus e, segundo o Ministério da Saúde, foi o que mais recebeu respiradores, um total de 55. Mais 185 seriam entregues por empresas brasileiras nesta semana, mas não houve informação sobre para onde iriam.