
Arthur Virgílio diz que Bolsonaro errou na saída de Moro e Mandetta do governo e indaga se sairá Guedes. Foto: Alex Pazuello/ Semcom/ Divulgação
“Sai Mandetta, sai Moro, saíria Guedes? É o desmonte do Brasil?”, questionou o prefeito, alegando que o presidente errou ao permitir a saída de Moro. O ministro da Justiça e Segurança Pública fez pronunciamento anunciando a saída e Jair Bolsonaro reagiu duramente.
Arthur, que já foi ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, no governo FHC, Moro tinha papel importante no governo. “Eu cheguei a contestar o motivo dele [Moro] largar a magistratura para assumir um ministério, mas assim ele fez. E tinha tudo para desenvolver um bom trabalho, pois ele acabou virando um símbolo do Brasil contra a corrupção. Agora veio a notícia de sua saída, pouco depois da saída do ministro da Saúde. O que o presidente está fazendo? Só fica quem é obediente? É a política da obediência que está sendo trabalhada? O presidente errou e perdeu a sua última carta efetiva de realizações, que era o ministro Moro”, avaliou o prefeito.
Sobre um possível pedido de impeachment de Jair Bolsonaro, Arthur voltou a se posicionar contrário, afirmando que não pode virar tradição do Brasil tirar presidente. Voltou a cobrar, porém, firmeza do mandatário diante da crise, principalmente na área da Saúde. “O Brasil está em situação de calamidade pública, decretada pelo presidente. Durante essa situação não é para ficar demitindo seus melhores ministros. É para ter pulso de administrar sua equipe. Estamos combatendo um inimigo invisível e é momento de mostrar união e liderança, não de desmontar o governo”.
Arthur mantém o otimismo. “O Brasil é maior que o presidente Bolsonaro, é maior que eu, maior que o Moro, é maior que tudo. O Brasil resiste a tudo e um dia vai atingir seu grande destino”, concluiu. Ele desejou sorte para o presidente Bolsonaro.
Outros políticos do Amazonas repercutiram a saída de Moro. A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu investigação de denúncias que o ministro fez em sua coletiva. A principal é que o diretor-geral da Polícia Federal não teria pedido demissão e o documento de saída estaria assinado, mas não por ele.
O ministro Alexandre de Moraes determinou que a PF mantenha delegados titulares de inquéritos. Ele julga ofensas e ameaças em fake news e financiamento de atos com pautas antidemocráticas. Em ambos, o presidente Bolsonaro está incluído.
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