
Sai primeira paciente intubada na Samel e hospital passa a chamar invento de Ventilação Não-Invasiva (VNI) de “cápsula Vanessa”, em homenagem a ela
Vanessa, um dos dois pacientes que a Samel precisou intubar, deixou o hospital. “Foi ela que nos motivou a estudar e encontrar outra solução, diferente da intubação orotraqueal. Por causa dela descobrimos a Ventilação Não-Invasiva (VNI) e o invento passa a se chamar ‘cápsula Vanessa’. Será uma homenagem a ela”, disse Luís Alberto Nicolau, presidente do Grupo Samel.
O presidente foi levar Vanessa à porta. Ela carregava a mala de viagem com que entrou no hospital. “A intubação, que é o protocolo da Organização Mundial de Saúde (OMS), não pode ser a primeira opção. Tem que ser a última”, disse. “A cápsula protege os nossos profissionais e os pacientes. Lamento que a Vanessa tenha sofrido mais do que deveria, mas ela ajudou nossos médicos e fisioterapeutas a inventaram a cápsula Vanessa”, acrescentou.
A paciente contou que adoeceu e decidiu vir para Manaus. “Vim direto do aeroporto para a Samel porque confio nos médicos amazonenses. Sou muita grata. Aqui eu fui tratada não como um protocolo, mas como ser humano”, disse.
Vanessa distribuiu lembranças de Páscoa aos profissionais de saúde da equipe que cuidou dela e recebeu muitos aplausos. Luís Alberto fez questão de abrir a porta do táxi para a paciente, que voltou para casa curada.
O hospital de campanha da Prefeitura de Manaus, em parceria com a Samel, fará o uso em massa da cápsula Vanessa. O local, que fica na Zona Norte, terá 150 leitos, podendo ser ampliado. O atendimento será tocado por médicos e demais profissionais de saúde recentemente contratados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).
O Governo do Estado também firmou parceria com a Samel para utilizar o invento. O governador Wilson Lima recebeu o presidente do grupo e seu irmão, o deputado estadual Ricardo Nicolau. Todos deram a entender que o uso da cápsula Vanessa será progressivo.
A Samel não teve óbito, até hoje, entre os pacientes internados com Covid-19. Os dois únicos casos de intubação orotraqueal, que o hospital combate, já tiveram alta. O último foi justamente Vanessa.
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