O Amazonas tem registrado uma média de casos graves, que necessitam de UTIs, acima da média apontada em estudos feitos em outros países, como China e Estados Unidos, segundo a diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Rosemary Pinto. “Nossa necessidade de UTI está 2,8% acima dos estudos da China, Estados Unidos e outros”, disse, durante coletiva on-line realizada nesta sexta-feira (3/4), nas redes sociais.
Rosemary informou que um total de 15% dos pacientes do Amazonas está necessitando de internação em casos positivos do novo coronavírus. Os demais 85% são pacientes com sintomas brandos ou assintomáticos. Desse total, 7,8% necessitaram de UTI, o que está acima do que indicam os estudos, que é de que 5% dos casos internados necessitam de UTI.
Além dos casos de Covid-19, a diretora-presidente da FVS-AM ressalta que de novembro de 2019 a abril de 2020, ocorreram 500 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). “Muitos necessitaram de UTI e 45 evoluíram para óbito. Além de lidar com o novo coronavírus, temos nossas doenças sazonais que também exigem leito de UTI. Nossa demanda de UTI não é apenas pelo novo coronavírus também é por outros casos graves”, observou.
O Amazonas registra uma letalidade de 2,7% dos casos. Até a tarde desta sexta-feira (3/4) foram registrados sete óbitos no Amazonas.
O Amazonas tem 18 óbitos notificados, dos quais 7 casos foram confirmados, 8 descartados e 7 seguem em investigação.
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