
Foto: Reprodução/TV Brasil
O ministro Luiz Henrique Mandetta, citou Manaus na coletiva de imprensa do Ministério da Saúde (MS) desta sexta-feira (3). Ele disse que enviou, por meio da Força Aérea Brasileira (FAB), 15 respiradores do Rio de Janeiro para a capital do Amazonas, depois de receber um pedido de ajuda do secretário de Saúde do estado, Rodrigo Tobias. Na mensagem enviada ao ministro, Tobias afirmou que o sistema de saúde do Amazonas pode entrar em colapso nos próximos dias.
O pedido de apoio foi feito ontem (2/04). “Eu tive que pegar respirador de um estado, mandar pela FAB para Manaus. Aqui agradeço ao ministro Braga, ao ministro Fernando, da Defesa, pelo pronto-atendimento, para a gente tentar trabalhar o Brasil como um cenário, porque se aumentar muito aqui, talvez a gente pegue equipamento de um local e transfira para ver se a gente consegue dá uma ponto de equilíbrio para o nosso sistema de saúde que vai sim ser muito estressado”, afirmou o ministro da Saúde.
Mandetta destacou o apoio da iniciativa privada e disse que os respiradores enviados a Manaus foram cedidos temporariamente. “Eu aqui agradeço à rede D´Or. Foi um pedido meu pessoal à rede D´Or. Eu não queria tirar os respiradores públicos para mandar para Manaus. Então, eu fiz uma custódia, a rede e D´Or me cedeu 15. Mandei para Manaus para atender pontualmente e depois que atender, chegando e eu conseguindo colocar, eu devolvo”, explicou. “É impressionante como todos estão querendo ajudar. Isso é um lado positivo”, completou.
De acordo com o ministro, o governo brasileiro se preocupa com todos os 215 milhões de habitantes, mas que em grandes centros urbanos, os números de casos têm aumentado mais. Ele citou São Paulo e Rio de Janeiro, além de Fortaleza, cujo fluxo internacional era intenso antes da pandemia. Também comentou sobre Brasília, que recebia diversos voos internacionais e de outras regiões.
A ideia do Ministério da Saúde, segundo Mandetta, é montar um “um painel nacional”, para que as autoridades de saúde tenham dimensão de como a doença se espalha pelo país.
No caso de Manaus, ele falou que o número de casos pode estar relacionado às características econômicas e à dinâmica social urbana da capital.
O ministro citou o fluxo de pessoas entre a cidade de Miami, suspenso depois da expansão da pandemia. “Às vezes, um voo de Manaus para cá para o Centro-Sul do Brasil é quase a mesma coisa de Manaus para Miami”, comentou.
O ministrou falou, ainda, sobre a existência do Polo Industrial de Manaus (PIM), onde atuam diversos executivos que faziam viagens internacionais. “Ali nós temos um parque industrial na Zona Franca de Manaus, com empresas com pessoas do mundo inteiro, com pessoas da China, com pessoas de vários países que têm um trânsito comercial. Nós temos uma vila operária extensa ali dentro de demora para você diminuir produção”, disse. “O secretário tem nos chamado e a gente tem tido também muita atenção”, destacou.
O fluxo de executivos da Ásia já preocupava as autoridades amazonenses desde o início de fevereiro.
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