
Polícia apreendeu armas, munições e granadas com seguranças de Givancir. Foto: Divulgação
Em ação de busca a apreensão na casa do presidente do Sindicato dos Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, de 44 anos, nesta quinta-feira (5), a polícia apreendeu armamentos. Quando saía do local, a polícia revistou um carro que chegava ao imóvel. Dentro do veículo foram encontradas mais armas, munições e granadas. O vídeo, ao final do texto, mostra o momento da revista no carro.
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Givancir está preso temporariamente, sob suspeita de participação no homicídio de Bruno de Freitas Guimarães, que tinha 24 anos. Em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira, o delegado Geraldo Eloi, titular da 31ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Iranduba, informou que o mandado de busca e apreensão foi cumprido na manhã desta quinta, depois que a Polícia Civil recebeu autorização do Judiciário. “Eu representei, após ouvir algumas pessoas, pelo mandado de busca e apreensão na residência do suposto acusado”, afirmou o delegado, em coletiva de imprensa, na tarde desta quinta.
Na casa, os policiais foram recebidos por uma pessoa que se disse responsável pela segurança do imóvel. A polícia começou as buscas pelo quintal da residência, revistando as pessoas que estavam na área externa e vistoriando três veículos que estacionados na garagem. “Foram encontrados armamentos, munições, nos veículos. E as pessoas, que se identificaram como policiais militares, estavam portando armas”, informou o delegado.

Polícia apreendeu armas, munições e granadas com seguranças de Givancir. Foto: Divulgação
As pessoas que estavam no local afirmaram que não tinham acesso à área interna do imóvel, mas os policiais conseguiram entrar por uma porta que estava aberta. “O pelo responsável acompanhou todas as buscas”, destacou o delegado.
Depois de concluir a revista na casa, a polícia apreendeu oito armas de fogo: quatro pistolas, de diferentes calibres, dois revólveres e duas espingardas calibre 12, uma delas com a numeração raspada.
Quando a equipe estava de saída, um carro chegou à casa. No veículo, os policiais encontraram mais armamento. “Fizemos abordagem ao veículo. Estava ocupado por um motorista que se identificou como policial militar e disse que não estava armado, mas, na abordagem ao veículo, encontramos um revólver, pistola, espingarda calibre 12, e algumas granadas de efeito moral – duas granadas de pimenta e duas de lacrimogêneo – além de munição calibre 12, munição antimotim”, disse o delegado.
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O crime aconteceu no dia 29 de fevereiro deste ano, na comunidade São Sebastião, em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus). Na ocasião, Bruno e o primo, Dellison dos Santos Freitas, de 23 anos, foram baleados. Bruno morreu a caminho do hospital. Delisson foi levado para o hospital. Antes de morrer, testemunhas dizem que o rapaz indicou Givancir como autor do crime.
O sobrevivente também acusa Givancir.
Em depoimento, o sobrevivente teria dito que foi à casa de Givancir receber R$ 400. Quando os primos chegaram ao imóvel, foram recebidos por um funcionário de Givancir, identificado como ‘Binda’, que, prontamente, entregou R$ 250 para Delisson.
“Givancir pediu para que fossemos rápido, porque ele já estava de saída. ‘Binda’ chegou apenas com R$ 250, sendo com uma nota de R$ 100 rasgada. Mandei devolver, e disse que precisava do dinheiro, pois eu tinha trabalhado e precisava receber meu dinheiro aquele dia. Eu e ‘Binda’ discutimos e eu disse que se não recebesse meu dinheiro naquele dia, eu iria procurar meus direitos na justiça”, afirmou Delisson Freitas, no depoimento.
A vítima se recusou a receber e saiu do local. No caminho, os primos foram surpreendidos por atiradores.
Dellison também é conhecido como ‘Ellóa’, por ser travesti, e chegou a ser identificado como mulher no dia do crime. Após o crime, inclusive, surgiu suspeita de que Givancir teria mandado matar a travesti porque teria um caso com ela.
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