
Balaio na Ponta Negra interditado, após obra meteórica sem autorização legal
Uma aposta na rapidez da obra e inoperância dos órgãos públicos foi frustrada nesta quinta (13/02). O local onde seria realizada a festa “Balaio Folia”, amplamente noticiada nas redes sociais, está interditado. Houve derrubada de árvores, terraplenagem e construção em apenas três dias, entre terça (11/02) e esta quinta (13/02). Mas o Instituto Municipal de Planejamento Urbano e Ordem Social (Implurb) foi alertado e interditou tudo.
A obra fica em terreno localizado entre o Jardim das Américas e o calçadão da Ponta Negra, com o metro quadrado mais caro da cidade. A ideia era uma casa, para grandes bailes de carnaval, que estrearia já nesta sexta (14/02). O Implurb descobriu a tempo e interditou o local.
O terreno é conhecido como “garden” (jardim, em inglês), por ser utilizado por homossexuais como acesso ao rio Negro. É o primeiro, após as edificações que sucedem o templo dos mórmons e a casa do empresário Murilo Rayol.
Da noite para o dia, entre terça e quinta (13/02), árvores foram suprimidas, a base foi construída e a cobertura surgiu. As bilheterias, do que seria uma casa de shows carnavalescos, estariam funcionando cedo, nesta sexta (14/02). A inauguração teria grande show, com a atração nacional Dadá Boladão, um dos maiores nomes do brega-funk, com o sucesso “Surtada”.
Veja as fotos e perceba como tudo seria feito de forma rápida, sem atender aos pressupostos da legislação. Nenhuma edificação pode ser feita a 500 metros da margem dos “rios internacionais”, que atravessam países, caso do rio Negro. É o que diz a “Lei das Florestas”, ignorada pelos executores da obra.
O terreno pertence ao empresário Mariano Rebelo e teria sido alugado aos proprietários dos clubes All Night Pub, Root Hookah Lounge e Pagode do Decreto. Eles promoveriam a festa chamada “Balaio Folia”.
O Implurb foi ao local e fez a interdição da obra. “Também não há autorização da Semmas (Secretaria Municipal do Meio Ambiente)”, disse o secretário Nelson Ruiz.
Mariano Rebelo é o mesmo empresário que tinha parte na administração do porto do Tropical Hotel.

Interdição foi feita pelo Implurb

Ainda houve tentativa de prosseguimento da obra, mesmo interditada, mas o Implurb voltou ao local e obrigou à paralisação