07/SET 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Procon Manaus pede ao MP investigação sobre indícios de cartel em postos

Publicado em 05 de fevereiro, 2020

Procon Manaus pediu ao MP investigação sobre indícios de cartel em postos. Foto: Divulgação

A Secretaria Municipal de Defesa do Consumidor e Ouvidoria (Semdec) pediu que o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) investigue indícios de cartel nos postos de combustíveis de Manaus. Segundo a prefeitura, a solicitação faz parte da operação que busca coibir o aumento abusivo nos preços dos combustíveis, na capital.

O pedido foi oficializado à procuradora-geral de Justiça do Amazonas, Leda Mara Nascimento Albuquerque, em reunião na sede do MP, na zona Centro-Oeste, na terça-feira (4), pelo secretário da Semdec, Rodrigo Guedes, e o deputado estadual Álvaro Campelo.

Segundo o secretário da Semdec, o aumento simultâneo dos preços do combustível é uma ação coordenada, que prejudica o dia a dia do cidadão. “É mais do que claro que há uma rede que precisa ser desmantelada nesse processo de venda de combustíveis, pois as distribuidoras ou os postos não repassam o valor anunciado pela refinaria ao consumidor”, explicou Guedes.

Reunião

O encontro dessa terça também contou com a participação do promotor de Justiça Fábio Monteiro. A ação foi uma iniciativa da promotora de Justiça Sheyla Andrade, por intermédio da 81ª Promotoria de Defesa do Consumidor.

A reunião foi seguida de uma audiência pública entre parlamentares, órgãos de Defesa do Consumidor, taxistas e motoristas de aplicativos, onde foi apresentada a abertura de Procedimento Administrativo (PA) 015.2020.000002 pelo MPAM, originado a partir da representação do Procon Manaus, feita em 2018, e que será encaminhada ao CAO-Crimo, com o objetivo de instaurar inquérito para investigar a atuação do comércio varejista de combustíveis no Amazonas.

A medida reforça a atuação da força-tarefa de Defesa do Consumidor, que há 15 dias seguidos fiscaliza diversos postos de combustíveis em toda cidade, além dos principais órgãos de defesa do consumidor e as instituições reguladoras, a exemplo da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).

“Todos os ilícitos de natureza criminal devem ser investigados pelo Ministério Público e a doutora Leda Mara se comprometeu em dar o devido encaminhamento à apuração de uma eventual ação criminal das partes. Esses ilícitos têm indícios de organização criminosa, por isso devem ser minuciosamente investigadas”, informou a promotora de Justiça Sheyla Andrade, informando, ainda, que não há como fixar um prazo para essas investigações, uma vez que tudo ocorrerá em sigilo, de acordo com a lei.

“Essas ações só demonstram que os órgãos entendem que a situação é grave e precisa ser investigada. É uma luta em prol do consumidor e estamos atentos aos direitos que é de todos”, finalizou Guedes.

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