
David Almeida diz que tentaram tirar comando do Avante dele em troca de benefícios e dinheiro. Foto: Divulgação
Depois de ter decisão favorável em três processos em julgamento no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), o ex-governador e ex-deputado David Almeida (Avante) falou, em entrevista nesta segunda-feira (27), que um grupo político tentou “destituí-lo” da presidência estadual do partido no final do ano passado.
No final de 2019, o ex-governador estava com a esposa, Lucia Melo, em tratamento de câncer em São Paulo. Ela não resistiu e faleceu. “Fui para o Avante para poder ter decisões políticas não na mão de terceiros. Tentaram impedir minha entrada no partido, em maio do ano passado. Depois tentaram tomar o partido de mim, em novembro. Recebi ligações informando sobre pessoas oferecendo cargos, dinheiro e estrutura para a legenda nacionalmente”, disse o pré-candidato a prefeito de Manaus em 2020.
David Almeida avisou que vai divulgar o nome do grupo que tentou tirar o Avante de sua coordenação no Estado, após o Carnaval. “Vou revelar quem fez a oferta de benefícios para a direção nacional do partido, oferecendo cargos em secretarias, secretarias e muito dinheiro. A população precisa saber e farei com que saibam. Tenho provas”.
O pré-candidato ainda lembrou que a indicação do seu nome para o pleito foi uma decisão da legenda nacional, que terá nomes para candidatos nas eleições municipais nas principais capitais, como Manaus. “Não seremos coadjuvantes. Já estou trabalhando em propostas de solução para a capital. E sendo alvo de diversas fakes news, que só atrapalham”.
Por 5 votos a 1, o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), decidiu, na sexta-feira (24), favoravelmente ao ex-deputado David Almeida, em três processos referentes às eleições suplementares de 2017, quando ele estava governador do Amazonas.
A Corte Eleitoral considerou improcedentes duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) e uma representação que o acusavam de conduta ilícita e abuso de poder político ou econômico durante o pleito daquele ano. Em 2017, David apoiou Rebecca Garcia.
Os três processos foram julgados em bloco, sob a relatoria do desembargador Aristóteles Lima Thury. Ele considerou todas as acusações improcedentes. O seu voto foi acompanhado, por completo, pelos desembargadores Abraham Peixoto Campos Filho, Marco Antônio Pinto da Costa, Giselle Falcone Medina Pascarelli Lopes e José Fernandes Júnior. A desembargadora Ana Paula Serizawa Silva, que suspendeu a votação em dezembro do ano passado com um pedido de vista, foi a única a seguir o voto do Ministério Público Eleitoral (MPAM).
David Almeida teve as contas de campanha aprovadas pelo TRE-AM em outubro de 2019.
Veja mais notícias em Política