05/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Marido que forjou falso suicídio da esposa será julgado pelo TJAM; Júri Popular tem 434 processos em pauta

Publicado em 15 de janeiro, 2020

Marido que forjou falso suicídio da esposa será julgado pelo TJAM; Júri Popular tem 434 processos em pauta

Marido que forjou falso suicídio da esposa será julgado pelo TJAM; Júri Popular tem 434 processos em pauta. Foto: Divulgação

As três Varas do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus pautaram, juntas, 434 sessões de julgamentos populares para o primeiro semestre de 2020. É uma das maiores pautas ordinárias de julgamento dos últimos anos, segundo os responsáveis pelas três unidades judiciárias do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

Marido que forjou

Entre os casos que serão julgados está do empresário Ivan Rodrigues das Chagas, 48, pelo assassinato da própria esposa, a empresária Jerusa Helena Torres Nakamin, 51. O crime ocorreu em abril de 2018. Ivan alegou inicialmente que a esposa havia cometido suicídio, mas um laudo emitido por profissionais do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), constatou que se tratava de um homicídio. Em razão disso, o caso passou a ser investigado pela equipe da DEHS.

O julgamento ocorre no dia 28 de janeiro, na 2.ª Vara do Tribunal do Júri. Trata-se do processo número 0624832-33-2018. A sessão vai acontecer no Plenário do Tribunal do Júri, no Fórum Ministro Henoch Reis.

Tribunal

Na 1.ª Vara do Tribunal do Júri foram pautados 112 processos com a primeira sessão marcada para o dia 20 deste mês de janeiro e a última para o dia 15 de junho. Na primeira sessão, será julgado o processo n.º 0264444-24.2010.8.04.0001, que tem como réu Jackson Luis de Oliveira Aragão, acusado da morte de Johnison Castro Freire, crime ocorrido em 15 de dezembro de 2009. Nesta mesma Ação Penal, Charlison Oliveira Aragão também havia sido denunciado pelo Ministério Público, mas teve extinta a punibilidade em decorrência de sua morte.

A 2.ª Vara do Tribunal do Júri pautou 208 processos para os primeiros seis meses de 2020. As sessões de julgamento terão início no dia 21 de janeiro, com dois processos. Ambos vão ser julgados no auditório da Escola Superior Batista do Amazonas (Esbam). Neste dia, vão a júri popular os réus Janderson Lira da Silva e Alex Faggiou de Lima.

Mais casos

A pauta ordinária da 2.ª Vara do Tribunal do Júri se encerra no dia 30 de junho com o julgamento de três processos, sendo dois no Fórum Ministro Henoch Reis, com os réus John Maycon Santos de Souza e Kleber da Costa Pereira; e um na Esbam, com os réus Alan Lopes de Lima, Darciley Gomes Mendes e Joseph Henrique dos Santos.

A 3.ª Vara do Tribunal do Júri, por sua vez, pautou 114 processos. O primeiro deles foi julgado na segunda-feira (13), e o último está agendado para o dia 2 de junho, quando Adrisson dos Santos Rodrigues será julgado pelo homicídio qualificado contra Jonatha Ferreira de Souza.

As sessões da 1.ª Vara serão presididas pelos magistrados Celso Souza de Paula e George Hamilton Lins e serão realizadas no Plenário do Tribunal do Júri e no plenário da própria unidade judiciária.

Na 2.ª Vara, os júris serão presididos pelas magistradas Ana Paula de Medeiros Braga e Eline Paixão e Silva Gurgel do Amaral Pinto. As sessões ocuparão o Plenário do Júri; o Salão Nobre e o antigo auditório da Esmam (todos no Fórum Henoch Reis), além do auditório da Esbam.

Fórum Henoch Reis

Na 3.ª Vara, as sessões vão ser presididas pelos juízes Adonaid Abrantes Tavares, Rômulo Garcia, Rafael Rodrigo da Silva Raposo e Mauro Antony. Os julgamentos serão realizados no Plenário do Júri, no Salão Nobre, no antigo auditório da Esmam e no Plenário da 3.ª Vara do Júri, todos no Fórum Henoch Reis.

Além das pautas ordinárias das três Varas do Júri da Comarca de Manaus, o TJAM deve realizar, ainda, mutirões de julgamento ao longo de 2020.

Falso suicídio

A empresária Jerusa Helena Torres Nakamin foi morta no dia 12 de abril de 2018, por volta das 5h30, na casa onde morava com o marido, no conjunto Campos Elíseos, bairro Planalto, zona centro-oeste de Manaus.

Na primeira versão do réu, ele afirmou que, no dia do fato, tinha se ausentado para fazer exercícios físicos e quando retornou ao quarto havia encontrado a companheira morta. Ele alegou que Jerusa teria cometido suicídio, pois estava com depressão e fazia uso de remédios controlados. Em um segundo momento, já confrontado com resultado do laudo, ele acabou confessando a autoria do homicídio.

Ivan confessou que cometeu o crime porque o relacionamento entre o casal não era mais o mesmo após ele ter revelado à companheira que mantinha um relacionamento extraconjugal há aproximadamente dois anos. O homem também informou que desde setembro de 2017 mantinha uma segunda amante.

Ele usou a própria empresa, de monitoramento eletrônico, para colocar gravadores dentro do carro dela e constatou que a mulher estaria envolvida com uma outra pessoa.

Detalhes do crime

No dia do crime, Ivan acordou e verificou que Jerusa já estava acordada. O infrator disse que a companheira tinha o hábito de sempre ter uma faca pra descascar frutas por perto. Após uma discussão calorosa com a mulher, motivada pelo possível relacionamento extraconjugal da vítima, ele desferiu golpes na esposa utilizando a arma branca.

Ele disse que a empurrou com força e, após cair em uma poltrona, ele a imobilizou pelas costas e desferiu vários golpes de faca no pescoço da vítima, que veio a óbito em razão dos ferimentos. Contou ainda que depois tomou banho e em torno de uma hora depois foi buscar socorro, mesmo sabendo que ela já estava morta.

Veja mais notícias em Cidade

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.