
Foto: Robervaldo Rocha – Dircom/CMM
Mulheres vítimas de violência na capital contam com o Núcleo de Atendimento à Mulher, inaugurado esta semana pela Câmara Municipal de Manaus (CMM). O espaço funciona dentro das próprias instalações da casa legislativa, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, com serviços exclusivos para o público feminino vítima de violência, em estado de vulnerabilidade social, além daquelas em tratamento de doenças graves, portador de deficiência ou que esteja desamparado de alguma forma e precisa de atenção por parte do parlamento municipal.
Para receber o atendimento personalizado, feito por uma equipe multidisciplinar formada por advogada, assistente social e psicóloga, a pessoa interessada precisa se dirigir ao local, no primeiro andar da CMM, ou ligar para o número 3303-2872. O novo núcleo faz parte da Rede de Atenção à Mulher, que abrange vários órgãos locais e nacionais, mas a iniciativa e todo o trabalho está sob a coordenação da Comissão de Defesa e Proteção dos Direitos da Mulher (COMDPDM), que tem à frente a vereadora Mirtes Salles (PR).
A iniciativa conta também com o apoio de parceiros como a Delegacia de Proteção à Mulher, Núcleo Especializado de Defesa da Mulher, Comissão da Mulher Advogada, Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE) e servidores da CMM.
“É uma porta que se abre para as mulheres, que vêm em busca de atenção, de ajuda, para que possam ser encaminhadas e ter suas situações resolvidas. O que realizamos aqui, já entrou para a história da Câmara. No geral, as comissões trabalham politicamente, mas, para participar de forma efetiva, fazer parte desse tipo de iniciativa, é algo que deve ser inédito em alguns lugares”, observou o presidente da CMM, vereador Joelson Silva (PSDB).
Mirtes Sales informou que, a proposta de se criar uma sala específica na CMM é resultado de uma pesquisa realizada no início deste ano e que foi direcionada não somente ao combate à violência contra a mulher, mas ao resgate propriamente dito dessas pessoas.
A vereadora revelou, ainda, que fez duas viagens a Brasília, com visitas à Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres (SNPM), para conhecer trabalhos já desenvolvidos em outras capitais relacionados ao assunto.
Nessa linha foram lançados pela comissão da mulher, a Cartilha da Mulher e o projeto Mulher Empreendedora, que visam capacitar a mulher, dar autonomia financeira e ajudá-las a entender que, além de respeitadas, precisam dar um basta na violência.
“Falam muito em boletim de ocorrência, mas o que se faz depois desse boletim? A mulher volta para casa, fica desamparada, tem dor na alma, precisa de um psicólogo, necessita saber quais são os direitos delas. Então, na realidade, precisa de amparo”, disse a vereadora.
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