
O ex-ministro e vice-presidente do PDT, Ciro Gomes, defendeu nesta quinta-feira (28) a relevância da preservação da Amazônia como ferramenta para o processo de desenvolvimento econômico regional. O ex-candidato à Presidência da República ministrou uma palestra no Seminário sobre Desenvolvimento Regional e Nacional, promovido pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
“A Zona Franca de Manaus tem que ser preservada e o que nós precisamos fazer em relação a ela é criar um conjunto de incentivos adicionais para verticalizar e interiorizar o adensamento e agregação de valor nela, porque, ao longo do tempo, nós praticamente abandonamos, o governo brasileiro abandonou esse esforço”, disse Ciro.
Ciro Gomes também falou sobre a necessidade de interiorizar a produção do Polo Industrial de Manaus e alertou para o fortalecimento do PIM.
“Uma das questões concretas do Brasil é a Amazônia. É preciso, antes de mais nada, não permitir que essas decisões sejam tomadas pelo eixo Rio/ São Paulo/ Brasília. Temos que ter no projeto nacional de desenvolvimento, o zoneamento econômico ecológico, mas vai ser um mero documento pra colocar na prateleira, se não houver esforços”, afirmou.
O presidente regional da sigla no Amazonas, Hissa Abrahão, também ministrou palestra no Seminário, abordando a Zona Franca de Manaus e o desenvolvimento da Região Amazônica.
“Estudos apontam que de 95% a 97% da floresta amazônica estão preservados, desde o advento da Zona Franca. Querem tirar ela de dentro da estrutura da República, mas a ZFM, além de estar amparada no art. 40 ADCT, a Constituição diz que qualquer área incentivada pode garantir renúncia fiscal, desde que preserve o meio ambiente. E a ZFM preserva o meio ambiente”, ressaltou Hissa.
Em entrevista à imprensa, Ciro Gomes criticou as declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), feitas durante a passagem dele por Manaus sobre exploração do garimpo em terras indígenas.
“Isso é uma proposta absurdamente estúpida. Só é possível de ser afirmada por alguém que não conhece o Brasil de verdade. Bolsonaro explora um sentimento de abandono que povo amazônida tem em relação ao poder central. É um grosseiro equívoco para quem, assim como eu, conhece a Amazônia e ainda tem necessidade, pois sempre que posso, volto a estudar e ouvir os sábios daqui. Por isso, amanhã, inclusive, eu não vou falar, vou ouvir os pesquisadores do Inpa”, afirmou.
Às 9h30 – Roda de conversa no Inpa, avenida André Araújo, 2936, Petrópolis.
Às 15h – Palestra com lojistas, empresários, pecuaristas e agricultores na CDLM, Cond. Amazonas Flat Service, 3000 – Loja A, T. Sul, Av. Djalma Batista, Chapada.
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