
Os advogados de Alejandro Molina Valeiko, 29, pediram à Justiça a retirada do sigilo sobre o processo relativo à morte do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, fato ocorrido em setembro de 2019, na zona Oeste de Manaus. A informação foi dada durante coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (28), onde os advogados de Alejandro deram detalhes sobre a conclusão do inquérito policial referente ao caso.
Segundo um dos advogados, Yuri Dantas, a defesa formulou o pedido para a juíza responsável pela Central de Inquéritos do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), onde o processo tramita, para que afastasse o sigilo processual. “Com isso a gente evita leviandades, abusos, notícias sensacionalistas e até mesmo mentiras que andaram sendo contadas”, disse o advogado, que também destacou que deixar o processo aberto só irá a ajudar a população de Manaus a “compreender o que está acontecendo”.
Outro advogado de Valeiko, Félix Valois, afirmou ter ficado feliz com o resultado do inquérito. “Eu examinei ontem o relatório da autoridade policial e fiquei muito feliz. A polícia, depois de muitas insinuações, afinal parece que chegou à conclusão verdadeira, por que ela disse taxativamente que, com relação à morte do senhor Flávio, o Alejandro não fez absolutamente nada”, afirmou durante a coletiva.
Valois disse ainda que a expectativa da equipe de defesa é que o Ministério Público, para quem será enviado o inquérito, “sequer denuncie” Alejandro à Justiça.
O corpo do engenheiro Flávio Rodrigues foi encontrado na tarde do dia 30 de setembro deste ano, em um terreno no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus, horas depois de estar em um condomínio no bairro Ponta Negra, na casa de Alejandro.

Foto: Reprodução
Ao todo, estão presas cinco pessoas investigadas pela participação no homicídio do engenheiro, sendo Alejandro, José Edvandro Martins de Souza Junior, 31, Elielton Magno de Menezes Gomes Junior, 22, o policial militar Elizeu da Paz de Souza, 37, e Mayc Vinicius Teixeira Parede, 37. O chefe de cozinha Vitorio Del Gatto, que morava na residência, foi liberto no início de novembro.
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