
Festa dos Tabernáculos, que o pastor Arão Amazonas (direita) organiza, promete recordar e reforçar os laços do cristianismo com o sionismo. Foto: David Batista
Os 40 anos quando os judeus moraram no deserto, em tendas, serão recordados na Festa dos Tabernáculos, de sexta (08/11) a domingo. O evento é promovido pelo Ministério Internacional da Restauração (MIR), Setorial Centro-Sul. O pastor (apóstolo) Arão Amazonas, responsável pela organização, afirma que a festa une o cristianismo ao povo judeu. O auditório Canaã, da Assembleia de Deus, no Japiim, com capacidade para mais de 10 mil pessoas, sediará o encontro.
Sexta as celebrações ocorrem às 19h. Sábado iniciam às 18h. E domingo, dia do encerramento, haverá um culto às 9h.
O evento se repete em igrejas cristãs de todo o mundo. Durante as comemorações, a igreja exibirá danças, inclusive árabes, e do repertório hebraico. Está incluída a apresentação de musical, com base na saga dos judeus, do deserto à Terra Prometida. O espetáculo passa pela formação das 12 tribos de Israel, uma alegoria ao estágio inicial de formação do povo hebreu. “Será a festa da família, com o foco em Jesus. Ele tabernaculou-se entre nós e em breve voltará”, resume o apóstolo Arão Amazonas, presidente do MIR Centro-Sul. O templo que ele dirige está localizado na Praça 14.
A “Festa dos Tabernáculos”, que é uma celebração bíblica, também é chamada de “Festa das Cabanas”. Refere-se a um dos três grandes festejos de hebreus e cristãos por todo o mundo. Os outros são Páscoa e Pentecostes. No original hebraico, significa Sucá, cujo plural é Sucot (tabernáculo), um abrigo temporário em cabanas.
Para os evangélicos, essa festa é repleta de significados. Retrata, por exemplo, a moradia “em cabanas”, uma habitação humilde e sem segurança. A conotação espiritual é um símbolo que remonta à proteção divina. “Estar debaixo de um lugar com toda essa fragilidade reflete o quanto precisamos depender de Deus e de sua misericórdia”, diz Arão.
Pelos costumes judaicos, no período de festa é normal construir uma tenda do lado de fora das casas ou apartamentos. É a lembrança do tempo em que vagaram no deserto, cerca de 40 anos, com destino à Terra Prometida. Para eles significa um tempo de reflexão, com apelo contra a vaidade e um chamado à humildade.
No Amazonas, um Projeto de Lei que tramita na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) quer inserir a “Festa dos Tabernáculos” como evento oficial no calendário do Estado. Se aprovado, o PL sugere que a celebração aconteça entre o final de setembro e início de outubro, logo após o Rosh Hashanah, que marca o início do ano novo judaico. O projeto aguarda a sanção do governador Wilson Lima (PSC).
Arão Amazonas recebeu o Portal do Marcos Santos no templo principal do MIR, na avenida Coronel Teixeira, Estrada da Ponta Negra. “Aqui nós realizamos os grandes eventos da igreja. Escolhemos o auditório Canaã porque ele permite maior mobilidade. A Festa dos Tabernáculos será um grande arraial, com comida e divertimento. Todos estão convidados”, disse.
Veja, a seguir, a íntegra da entrevista, em que ele fala sobre a história do povo judeu. E revela que o líder do MIR, Renê Terranova, é o embaixador cristão de Israel no Brasil:
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O quê: Festa dos Tabernáculos
Quando: 8 a 11 de novembro: na sexta-feira (8/11), das 18h às 21h. No sábado (9/11), das 19h às 21h e no domingo (10/11), das 9h às 11h.
Onde: Auditório Cannã, em frente à Ufam, no Japiim.
Entrada: grátis
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