
O deputado federal do Amazonas, Delegado Pablo, negou nesta sexta-feira (18) que há um racha entre os políticos que integram o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro e do qual Pablo faz parte. Nos últimos dias, alas distintas do partido travam uma queda de braço pelo comando do PSL na Câmara dos Deputados.
A cúpula do partido ligada a Luciano Bivar (PSL-PE), que foi alvo da Polícia Federal nesta semana, suspendeu hoje (18) as atividades partidárias de cinco deputados: Carla Zambelli (PSL-SP), Bibo Nunes (PSL-RS), Ale Silva (PSL-MG), Felipe Barros (PSL-PR) e Carlos Jordy (PSL-RJ).
O ato é uma resposta à tentativa dos parlamentares de tentarem destituir Delegado Waldir (PSL-GO) da liderança da sigla na Câmara. O grupo tentou colocar o filho do presidente, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), no cargo e chegou a fazer duas listas de assinaturas com essa solicitação. Ontem (17), a Mesa Diretora da Câmara analisou as listas e concluiu que Waldir permanece como líder do partido.
Conflito
Há duas semanas um grupo de parlamentares apoiados por Jair Bolsonaro está em conflito com a ala Luciano Bivar. O presidente chegou a ser visto dizendo para um apoiador que Bivar estava “queimado”, o que estourou a crise partidária. Bivar respondeu dizendo que a fala de Bolsonaro é “terminal”.
A situação piorou quando um áudio do presidente Bolsonaro vazou, onde mostra que ele articulava a saída do Delegado Waldir, que por sua vez disse que iria “implodir” o presidente, a quem chamou de “vagabundo”.
Sobrou até para a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), que foi retirada do cargo de líder do Governo no Congresso. A deputada disse que esperava “um pouco mais de respeito, fidalguia e gratidão” pelo tempo em que se dedicou ao partido. “Afinal de contas, carreguei muitas coisas nas costas, apaguei incêndios e atuei para construir pontes quando o governo atuou para implodir. Mas sabia que a gratidão não está entre as qualidades que cercam o presidente”, atacou.
Sem racha
Segundo o deputado Pablo, não há racha dentro do PSL. “Não há dois grupos divididos em deputados federais pró-PSL ou pró-Bolsonaro. Todos os parlamentares pertencem ao mesmo partido (PSL) e todos – sem nenhuma exceção – são apoiadores do presidente Bolsonaro. O que existe é uma divergência de opinião acerca da liderança do PSL na Câmara dos Deputados”, afirma o Delegado Pablo em nota divulgada nesta tarde (18).
O parlamentar do Amazonas também diz que sempre foi favorável a eleições diretas, com votos dos deputados federais do PSL, para a escolha da liderança do partido. “Ficou acordado por TODOS os parlamentares que essa votação iria ocorrer ao término deste ano de 2019. Não há motivo, lógico ou plausível, que esse compromisso seja quebrado”, disse, destacando que, se há cisões de quem deve ser o líder do partido na Câmara, isso deve ser resolvido democraticamente.
Confira na íntegra a nota do Delegado Pablo
