07/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Adail Pinheiro faz exame de corpo de delito e ficará preso no Batalhão de Choque da PM

Publicado em 26 de setembro, 2019

Adail Pinheiro faz exame de corpo de delito e ficará preso no Batalhão de Choque da PM

Adail Pinheiro faz exame de corpo de delito e ficará preso no Batalhão de Choque da PM. Foto: Reprodução

O prefeito de Coari, Adail Pinheiro, fez exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), na tarde desta quinta-feira (26), após ser preso durante a Operação “Patrinus”, deflagrada pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM).

Ele ficará preso no Batalhão de Choque da Polícia Militar, no KM 14 da AM-010, que liga Manaus a Itacoatiara, município distante 269 quilômetros da capital. O MP deflagrou a “Patrinus” para o cumprimento de mandados de busca e apreensão e prisões temporárias contra o prefeito de Coari, do presidente da Câmara Municipal, Keiton Pinheiro, secretários municipais, vereadores, empresários de Coari e Manaus, além de uma deputada estadual.

O PM detido, o sargento Fernando Lima, foi encaminhado ao Comando Geral da PM, que deverá definir onde o mesmo ficará. Ainda não há informações onde o presidente da Câmara de Coari, Keiton Batista, ficará detido. O empresário da rede de supermercados Rodrigues, Alexsuel Rodrigues, foi encaminhado ao sistema prisional.

Após ser ‘caçado’

A deputada estadual é Mayara Pinheiro, que tem mandado apenas de busca e apreensão. O MP aponta que todos os envolvidos teriam participação num esquema criminoso, criado para fraudar licitações, lavar dinheiro e corromper a estrutura de poder do município.

O esquema teria movimentado em 18 meses mais de R$ 100 milhões durante os anos de 2017 e 2018, valores que envolvem, por exemplo, fraudes à licitações, dispensas indevidas de licitações, contratos superfaturados, dos quais serão aferidos os valores efetivamente desviados.

Mandados

Foram expedidos quatro mandados de prisão temporária e 70 mandados de busca pessoal e de busca e apreensão, cumpridos em  Manaus e Coari ao mesmo tempo.

A operação contou com a atuação de 4 promotores de Justiça e mais de 160 policiais, além de quatro técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU), e contou com a força policial cedida pela Delegacia-Geral da Polícia Civil do Estado do Amazonas.

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