
A empresa Eneva, que venceu leilão e tem o direito de explorar o campo de gás natural Azulão, no Amazonas, quer iniciar as atividades já no mês de outubro de 2019. Ontem (13), executivos da companhia se reuniram com o governador do Amazonas, Wilson Lima, em Brasília, para discutir as etapas do trabalho de exploração.
A Eneva é uma empresa brasileira com participação de capital alemão. Em novembro de 2017, a companhia adquiriu 100% dos direitos e obrigações para exploração e produção de hidrocarbonetos do Campo de Azulão, que fica no município de Silves (a 204 quilômetros a leste de Manaus).
O valor total da transação é de US$ 54,5 milhões e a venda foi concluída junto à Petrobras em maio de 2018, após a Eneva ter cumprido todas as condições precedentes e ajustes previstos em contrato.
O Campo de Azulão possui volumes recuperáveis de gás natural com potencial para implantação de um projeto integrado, com o escoamento direto do gás natural produzido para abastecimento de uma usina termelétrica, em linha com o modelo Reservoir-to-Wire (R2W), que a companhia opera, de maneira pioneira, no Complexo Parnaíba, interior do Maranhão, diz a Eneva.
A empresa pretende instalar os equipamentos no Campo do Azulão no mês de outubro deste ano, para então começar o trabalho de perfuração de três poços.
O grupo também é um dos vencedores do leilão para o suprimento de energia elétrica em Boa Vista e demais regiões de Roraima.
Reunião
O encontro desta terça aconteceu na Secretaria de Relações Institucionais do Amazonas em Brasília (Serins), onde o governador tratou de questões envolvendo o início das operações. “Na parte que cabe ao Estado, temos dado celeridade aos trâmites no sentido de desburocratizar o que é possível, isso porque entendemos que a questão mineral é fundamental para o desenvolvimento do nosso estado, como uma nova matriz econômica”, disse Lima, ressaltando que o gás natural tem potencial para atrair investimentos em outros segmentos.
Segundo o governador, a Eneva já tem mercado para o gás produzido no Amazonas. O produto pode ser usado para gerar energia em Roraima, que hoje é dependente da Venezuela, que atravessa grave crise econômica e social. “O Amazonas ganha e ainda há a possibilidade desse gás também ser disponibilizado para empresas que pretendem se instalar na região. Temos tudo para atrair novos investimentos e também para gerar ainda mais emprego”, afirmou Wilson Lima.
Cadeia produtiva
Para o secretário de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jório Veiga, fomentar a cadeia produtiva do gás natural reflete no crescimento econômico e produz ganhos na geração de emprego e renda.
“É determinação do governador trabalharmos de forma incansável a interiorização da economia e isso acaba acontecendo também quando fomentamos a cadeia produtiva do gás natural, tendo em vista que são novos investimentos para o Amazonas”, disse Jório Veiga.
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