09/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Nos 6 meses do ano, Receita apreende nos Correios mais de R$ 1,5 milhão em drogas

Publicado em 12 de agosto, 2019

Nos 6 meses do ano, Receita apreende nos Correios mais de R$1,5 milhão em drogas ilícitas

Nos 6 meses do ano, Receita apreende nos Correios mais de R$1,5 milhão em drogas ilícitas. Fotos: Divulgação

Nos primeiros seis meses do ano, o Serviço de Vigilância e Repressão ao Contrabando e Descaminho da Alfândega do Porto de Manaus (Serep) realizou operações no Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE) dos Correios, em Manaus, apreendendo R$ 1 milhão em drogas ilícitas e R$ 1 milhão em mercadorias.

No último mês de julho, a apreensão de mais de R$ 1,5 milhão em drogas ilícitas como skunk, cocaína, MDMA e ecstasy quase triplicou o total das apreensões feitas de janeiro a junho, resultado da atuação mais intensa da Receita Federal no controle de encomendas postais na capital.

Nos 6 meses

Os Correios entregam, mensalmente, cerca de meio bilhão de objetos postais, dentre eles, 25 milhões de encomendas em uma rede de atendimento que alcança 5.570 municípios do país e o CTCE é uma unidade operacional responsável pela execução integrada das atividades de coleta, recebimento, conferência, triagem e expedição de correspondências, malotes e encomendas.

Milhares de encomendas que chegam e saem do estado do Amazonas passam pelo CTCE e são submetidas ao controle aduaneiro da Receita Federal do Brasil, executado pela Alfândega do Porto de Manaus.

Encomendas disfarçadas

Na tentativa de burlar a fiscalização aduaneira os traficantes de drogas camuflam produtos ilícitos de diversas formas, utilizando métodos cada vez mais inusitados para disfarçá-las em “inocentes” encomendas postais.

Casacos com tecido impregnado de cocaína, skunk em embalagem de chocolate e dentro de livros recortados, balões e canudos com cocaína líquida nos seus interiores e muitos envelopes com ecstasy e MDMA, fazem parte da rotina diária das equipes de Auditores-Fiscais e Analistas-Tributários que atuam nas ações de vigilância e repressão da Receita Federal.

Utilizando equipamentos de fiscalização sofisticados, como o escâner (raio-X), ou usando as Equipes K9 (Cão de Faro) e procedimentos de análise de risco, a Receita Federal combate diuturnamente o tráfico de drogas que ocorre com o uso das encomendas postais, onde os traficantes tentam enviar pequenas porções de haxixe, cocaína, maconha e drogas sintéticas para consumidores localizados em diversas cidades brasileiras e também em outros países.

Investigação

A Receita Federal alerta que a apreensão de uma encomenda contendo drogas sempre dá início a uma série de ações para identificar os responsáveis por esse comércio ilegal, que, dependendo da origem e do destino da remessa postal, envolve a atuação da Polícia Civil ou da Polícia Federal nas investigações.

As encomendas proibidas tanto chegam quanto saem do Amazonas. Os destinos nacionais mais comuns, ou seja, a tentativo do envio das drogas, são para municípios nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Bahia. Já no sentido inverso, as encomendas para o Amazonas se originam de São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Ceará e Paraná.

No âmbito das remessas internacionais os destinos também são variados, sendo as tentativas de envio endereçadas para Portugal, Austrália, Holanda, República Tcheca e Reino Unido.

Aumento

Para a Alfândega do Porto de Manaus o aumento das apreensões de drogas em correspondências não significa que a prática tenha crescido, mas há uma maior eficiência nas operações que visam combater esse tipo de crime, que ocorre, por exemplo, com a introdução de mais uma Equipe K9 nas operações da Receita Federal.

No mês de junho aconteceu a chegada do Foko, cão pastor alemão preto, com dois anos de idade, treinado no Centro Nacional de Cães de Faro da Receita Federal do Brasil (CNCF K9 RFB), em Vitória (ES).

Farejadores

Foko é capaz de detectar, pelo faro, substâncias entorpecentes como cocaína, maconha, haxixe, crack, ecstasy e metanfetamina. Sendo um cão de faro de indicação passiva, quando detecta o odor do entorpecente, ele senta e aponta o focinho em direção à fonte de odor, mostrando onde está a droga.

Por esse motivo, ele pode identificar a presença de drogas ocultas em encomendas postais, cargas, aeronaves, embarcações, ônibus e até mesmo junto ao corpo das pessoas.

Uma Equipe K9 é composta por um condutor e um agente canino e a Receita Federal em Manaus conta agora com duas equipes, uma com o agente canino Odin e a outra com o agente canino Foko, em ambas a condução é feita por um Analista-Tributário.

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