03/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Sancionada lei que torna obrigatório o Teste da Orelhinha no Amazonas

Publicado em 31 de julho, 2019

Teste da Orelhinha

O teste da orelhinha tem como objetivo a prevenção da deficiência auditiva. Foto: Divulgação

Já está em vigor no Amazonas a Lei Estadual n° 4.891, de 24 de julho de 2019, que torna obrigatória a realização do exame de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAs), conhecido popularmente como Teste da Orelhinha, em todos os hospitais e maternidades do Estado. O projeto é uma propositura da deputada estadual Alessandra Campêlo (MDB), vice-presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e presidente da Comissão da Mulher, das Famílias e do Idoso da Casa.

A nova legislação diz que é obrigatória a realização do Teste da Orelhinha nas crianças recém-nascidas nos hospitais e maternidades da rede pública e privada do Amazonas. O exame deverá ser realizado nas primeiras 48 horas de vida e, na impossibilidade, em até 30 dias após o nascimento.

O texto prevê que o exame seja realizado por fonoaudiólogo (a) ou por outro profissional devidamente capacitado (a), na própria unidade de saúde onde aconteceu o parto, antes de ser concedida a alta médica para liberação do recém-nascido.

 

Foco na prevenção

Todo bebê está submetido a apresentar possíveis problemas auditivos ao nascer ou adquiri-los nos primeiros anos de vida. A ideia da lei é reforçar a prevenção da deficiência auditiva ou até mesmo de remediar, no caso das crianças que apresentam surdez congênita.

O texto sancionado pelo governador no dia 24 de julho deste ano diz respeito a um programa de triagem auditiva neonatal que tem como finalidade avaliar a audição em recém-nascidos. Esse programa é eficaz no sentido de prevenção e cuidados auditivos, sendo indicado por instituições do mundo inteiro, visando o diagnóstico precoce de perda auditiva, uma vez que sua incidência, na população geral, é de 1 a 2 por 1000 nascidos vivos.

 

Como é feito o teste?

Uma espécie de fone de ouvido é colocada na orelhinha do bebê. Em seguida, são emitidos estímulos sonoros, enquanto um aparelho registra a resposta auditiva, proveniente da contração e distensão das células cocleares, as responsáveis por captar os sons. O processo dura, apenas, de 3 a 5 minutos, e não provoca desconforto ao pequeno, tanto que pode ser aplicado enquanto ele dorme.

O teste acusa eventuais anormalidades na cóclea, região do ouvido repleta de células ciliadas, cuja função é captar ondas sonoras. Uma vez danificadas, estas unidades não são repostas pelo organismo. O exame é feito por médicos e fonoaudiólogos.

Veja mais notícias em Política

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.