30/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Cooperativa de enfermagem destruiu documentos e prejudicou hospitais, reconhece Justiça

Publicado em 21 de julho, 2019

Cooperativa

Foto: Secom

A juíza plantonista Naira Neila Batista de Oliveira Norte expediu liminar, no sábado (20), contra a empresa Sociedade dos Enfermeiros de Urgência e Emergência do Amazonas (Coopenure), determinando que a mesma e seus cooperados sejam impedidos de propagar mensagens que “incutam temor social”. A liminar também determina que a ré se retrate das mensagens nas redes sociais sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

No despacho, a juíza reconhece que a Coopenure praticou condutas contrárias à boa transição contratual (destruição de documentos, ocultação de informações, retirada de materiais hospitalares essenciais ao funcionamento da unidade e de propriedade do Estado) e determina que proceda com a transição contratual de forma civilizada, pacífica e tranquila, resguardando o direito dos usuários do serviço de saúde.

“A empresa substituída se esforça para tornar a entrada da novel empresa o mais dificultosa possível, contudo, tal comportamento pode por em risco a vida dos pacientes internados”, diz trecho do despacho.

A cooperativa, que prestava serviços de enfermagem em unidades da rede estadual de saúde, foi substituída na última sexta-feira (19).

Boicote

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou na sexta-feira que tomaria todas as medidas criminais, cíveis e administrativas contra a Coopenure e seus funcionários por tentativa de boicote dos serviços nas unidades de saúde da rede estadual.

Na noite de quinta-feira (18), antes de entregar os plantões para a nova contratada, a Serviços de Enfermagem e Gestão em Saúde (Segeam), enfermeiros da Coopenure foram orientados a levar tudo o que fosse possível e até apagar identificação de pacientes nas pastas de prontuários.

O diretor do Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, Silvio Romano, registrou Boletim de Ocorrência, alegando que os responsáveis pelos atos colocaram em risco a vida de pacientes. Formulários usados na unidade foram apagados e prontuários de pacientes misturados nas pastas uma vez que perderam a identificação. Também foram levadas chaves de portas no João Lúcio.

Veja mais notícias em Cidade

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.