24/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Colina pode ser fechada por guerra das escadas e de egos, após reforma que custou R$ 21 milhões aos cofres públicos

Publicado em 06 de julho, 2019

Colina pode ser fechada por guerra das escadas e de egos

Colina pode ser fechada por guerra das escadas e de egos, entre Polícia Militar e Corpo de Bombeiros

A Polícia Militar afirma que as escadas do novo estádio da Colina comprometem a segurança. O Corpo de Bombeiros enfatiza que elas são necessárias para evacuação, em caso de sinistro. A Secretaria Estadual da Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), que administra o estádio, está no meio desse fogo cruzado. A Justiça, para completar, tomou a decisão de mandar fechar o estádio, caso as escadas não sejam mantidas.

“Vamos aguardar o comunicado da Justiça e fazer o que for ordenado”, afirma o secretário da Sejel, Caio André de Oliveira.

 

Reconstruído

O estádio Ismael Benigno, nome oficial da Colina, foi reconstruído para servir de centro de treinamento durante a Copa 2014. É um estádio que serve de apoio às competições estaduais, sem público para a Arena da Amazônia.

Fundado em 1961 e de propriedade do São Raimundo Esporte Clube foi totalmente demolido e reconstruído recentemente. Foi cedido ao Governo do Estado em 2009, com assinatura de um contrato (comodato), pelo período de 20 anos.

A demolição e reconstrução ocorreu de 2012 a 2014, com investimento em torno de R$ 21 milhões. Atende a especificações da Fifa, como estádio apto para treinamento de seleções de Copa do Mundo. “Do antigo estádio da Colina, podemos afirmar que só tem a escritura do terreno. Todo o resto foi refeito, sob rígidos padrões de segurança e com a inspeção de diversos órgãos internacionais, inclusive da Fifa. Nossa equipe está neste momento tentando resolver mais esse problema, recebido em janeiro, quando o governo Wilson Lima assumiu o estado”, declarou Caio.

 

Acessibilidade

O projeto de reconstrução e ampliação do estádio atendeu a todas as normas de acessibilidade quanto à circulação mínima. Rampas de acesso às arquibancadas, banheiros dimensionados e equipados para uso de pessoas com deficiência, como barras de apoio e cuidado na escolha dos acabamentos do piso. Além da atenção para as normas de saídas de emergência, quanto à largura de corredores, saídas acessíveis e rotas de fuga.

O que provavelmente motivou a decisão judicial, ainda não comunicada oficialmente à Sejel, foi o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). O documento atesta a vistoria realizada no local em relação à conformidade com as regras de segurança e prevenção de incêndios.  Esse auto de vistoria é um dos principais documentos que devem ser providenciados para manter a regularização do alvará de funcionamento.

“Sabemos de todas as necessidades. Tudo o que está ao nosso alcance já fizemos. Trocamos todos os extintores, providenciamos nova sinalização com novas placas, nova pintura entre outras ações. No entanto estamos no impasse da escada. Nosso setor jurídico está aguardando a notificação judicial para tomarmos as providencias legais”, finalizou o secretário.

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