
Derfv pede prisão de mulher e cunhado de ‘Juninho’, foragido e com recompensa de R$ 1 mil. Foto: Divulgação
A mulher e o cunhado do foragido e com uma recompensa de R$ 1.000, o empresário José Sampaio de Souza Júnior, o “Juninho“, tiveram os pedidos de prisão preventiva solicitados pela polícia por ocultação de provas.
“Juninho” está sendo procurado desde a Operação Pedestal, deflagrada pela Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos (Derfv).
Segundo o titular da delegacia, Cícero Tulio, o procurado é proprietário de uma loja situada no bairro Flores, zona centro-sul da cidade, que realizava a venda de algumas peças de veículos desmontados ilegalmente, que funcionava para desmanche de veículos alienados ou com restrição judicial.
“Ele (Juninho) já foi preso por receptação em 2011, no momento em que estava realizando a compra de um veículo roubado. No ano passado, ele também foi investigado em razão de delitos como estelionato e receptação. Agora ele se encontra foragido”, explicou Túlio.
Segundo a polícia, parte do material apreendido durante a Pedestal, realizada no dia 17 de junho, e que estava sob a responsabilidade dos autores, desapareceu dos depósitos administrados pelos suspeitos. O material constituiria prova no procedimento criminal a que respondem os indiciados.
Foram pedidas as prisões de Roseane Ramos de Holanda e seu irmão Rogério Ramos de Holanda. Em mensagens trocadas e interceptadas, a mulher determinava que seu irmão se desfizesse de provas e apagasse mensagens nos celulares.
Ainda antes do fechamento do flagrante, Rogério recebeu uma mensagem de um contato de nome “Michel Ladrão”, que afirmava que iria resolver a soltura do mesmo em razão da existência de “contatos com autoridades”.
O trio foi flagranteado, mas solto após audiência de custódia. “Juninho” ficou conhecido após realizar um churrasco ao lado da delegacia quando conseguiu revogar uma prisão que foi decretada no ano de 2018.
A Derfv está oferecendo a recompensa de R$ 1.000 por informação que leve ao paradeiro do foragido. A identidade do denunciante será preservada.
Conforme o delegado Cícero Túlio, a operação teve por objetivo desarticular o desmonte ilegal de veículos com restrição jurídica, alienados a instituições bancárias, roubados ou furtados, além de coibir a venda ilícita das peças desses veículos desmontados.
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