
Estudo feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que 86% dos consumidores conectados realizaram ao menos uma aquisição em lojas online nos últimos 12 meses e os smartphones foram o meio mais utilizado por praticamente sete em cada dez (67%) entrevistados. Os consumidores, no entanto, precisam ter cuidado para não cair em golpes.
Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a participação dos dispositivos móveis nas compras pela internet deve crescer ainda mais, principalmente pela praticidade e agilidade que oferecem. “Com a evolução da tecnologia, comprar pelo celular ficará cada vez mais fácil. O próprio varejo tem pela frente um enorme potencial de desenvolver produtos personalizados e experiências customizadas para esse consumidor”, observa.
Os produtos mais adquiridos pela internet são vestuário, calçados e acessórios (43%), eletrodomésticos (36%), smartphones e celulares (34%), entrega de comida por delivery (30%), artigos para casa (29%) e cosméticos ou perfumes (29%).
Considerando os tipos de loja online preferidos para compras estão as cadeias de varejo nacionais (90%), os sites de compra e venda de produtos novos ou usados (50%), os varejistas internacionais (30%) e os portais de ofertas e descontos (23%).
Redes sociais
Uma tendência que chama atenção na pesquisa são as compras realizadas nas redes sociais. Um terço (33%) adquiriu algum produto ou serviço por meio do Facebook, Instagram, Youtube ou WhatsApp no último ano, sendo que desses 63% mencionaram ter comprado de varejistas nacionais na maioria das vezes.
Outros 57% costumam escolher os portais de compra e venda de produtos novos ou usados. Já 38% são impactados por varejistas internacionais e 27% pelos sites de ofertas e descontos.
Fraudes
Ainda que os consumidores conectados já se sintam mais seguros em gastar online, seis em cada dez entrevistados reconhecem que o medo de fraudes os levam a comprar menos do que gostariam na internet (61%).
Praticamente todos garantem tomar algum cuidado em suas aquisições virtuais (97%) e as principais precauções são: realizar compras apenas em canais conhecidos ou indicados (49%), evitar cadastrar dados do cartão de crédito para compras futuras (34%) e selecionar meios de pagamento em que confiam para pagar (33%).
Dicas
Nas compras pela internet, o consumidor deve buscas por sites que contenham o nome empresarial e número de inscrição do fornecedor (CPF ou CNPJ), além do endereço físico e eletrônico, e demais informações necessárias para sua localização e contato.
Outra dica importante é procurar os sites que contenham na barra de endereços do browser o protocolo HTTPS e um cadeado verde.
Pesquisar a reputação do site e empresa é outra saída. O consumidor deve desconfiar de pessoas e lojas virtuais desconhecidas que oferecem produtos pela internet, especialmente se estiverem com preço muito abaixo do mercado. Sites de reclamação são fonte de informação neste caso.
Nas redes sociais, é preciso ter cuidado com as ofertas feitas pelo Facebook ou WhatsApp, pois a pessoa pode ser direcionada a uma página fraudulenta. A sugestão é desconfiar de promoções compartilhadas nas redes sociais e não clicar em links recebidos por e-mail ou mensagem de texto.
Quem compra pela internet também deve salvar os comprovantes da operação, como e-mails, prints da tela e SMSs.
“Nas aquisições feitas pela internet é preciso tomar cuidado com criminosos que agem por meio de sites falsos, muitos até roubam dados sigilosos dos consumidores sem que eles saibam. O comércio eletrônico no Brasil já amadureceu, mas vale ficar atento a ofertas muito agressivas”, alerta o educador financeiro do SPC Brasil e do Meu Bolso Feliz, José Vignoli.
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