26/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Governo do AM estuda extinções e fusões de secretarias em reforma administrativa

Publicado em 26 de junho, 2019

Foto: Maurílio Rodrigues

O estudo do Governo do Amazonas para extinguir e fundir secretarias está em fase de conclusão e será incluído em Projeto de Lei (PL) a ser encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) em julho.

Nesta terça-feira (25), o governador do Amazonas, Wilson Lima, reuniu seu secretariado para ajustes finais da primeira etapa da reforma administrativa do Estado, que vai reorganizar a estrutura governamental e estabelecer sistemas operacionais para assegurar a execução de políticas públicas. O objetivo é reduzir o custo da máquina pública e aumentar a eficiência nos serviços prestados.

Reforma

Representantes do Movimento Brasil Competitivo (MBC), que assessoram o Governo na elaboração da reforma administrativa, apresentaram, durante a reunião com os secretários, as linhas gerais da nova estrutura governamental que será implantada.

Entre as principais mudanças está a transformação da Comissão Geral de Licitação (CGL) no Centro de Serviços Compartilhados (CSC), absorvendo as competências da Central de Compras Governamentais (CCGOV), com o objetivo de otimizar as aquisições de bens e serviços para a máquina administrativa.

Será criada a Unidade de Gestão Integrada (UGI), subordinada ao governador do Estado, com suporte operacional da Casa Civil. A unidade ficará responsável pelo planejamento e acompanhamento do novo modelo de gestão governamental, que também adotará, com a reforma, sistemas operacionais que vão agrupar órgãos estaduais, por áreas temáticas, com o objetivo de fazer com que as políticas públicas definidas pelo Governo sejam efetivamente executadas. Para isso, serão estabelecidos vínculos de supervisão, correlação ou complementariedade entre os órgãos.

Redução de cargos

O MBC iniciará também em julho uma segunda etapa da reforma administrativa, que incluirá a reestruturação interna dos órgãos estaduais, que estarão adequadas ao novo modelo de gestão governamental.

Também nesta etapa, o MBC deve concluir o Censo de Atividades, que consiste no levantamento e revisão de funções dos cargos em comissão, o que vai, segundo especialistas da consultoria, contribuir para uma reforma administrativa qualificada, a partir do entendimento do que cada colaborador faz e o estabelecimento de uma estrutura mais adequada ao novo modelo de gestão.

Com o Censo, os cargos comissionados serão revisados e a estrutura de remuneração também reformulada.

Decretos

Como parte da reforma, Wilson Lima assinou decreto que estabelece um modelo de governança e, na próxima semana, assina outro decreto que vai criar um modelo de termo de compromisso de resultados, que será assinado por todos os gestores da administração estadual direta e indireta, que terão metas a serem cumpridas.

“Estamos vivendo um momento histórico e que não tem volta. A reforma que estamos construindo não é uma simples mudança de estrutura de secretarias. Vamos estabelecer rotinas, fluxos, metas e todos teremos que apresentar resultados”, disse o governador.

Wilson Lima ressaltou, ainda, que a reforma administrativa que está sendo preparada pelo Governo tem sinergia com a construção do Plano Plurianual (PPA) 2020-2023, que vai abranger compromissos assumidos pelo governador desde a campanha eleitoral e fazem parte do seu plano de Governo.

Necessidade

O vice-governador e chefe da Casa Civil, Carlos Almeida, ressaltou que a reforma está tomando forma após quase seis meses de Governo devido à necessidade, inicialmente, de ajustar à máquina pública para mantê-la funcionando, diante do cenário de déficit orçamentário e dívidas, encontrado em janeiro deste ano.

Neste mês, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Aleam, a equipe técnica da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) informou que há risco de atraso nos salários do funcionalismo público no segundo semestre. Na reunião, os técnicos da pasta alertaram que o déficit na folha pode alcançar R$ 1,6 bilhão este ano, caso não sejam tomadas medidas de contenção de despesas.

“Hoje temos uma uniformização da administração, que era necessária para que pudéssemos agora fazer a reforma que precisamos, caminhando junto com o PPA”, completou o vice-governador.

Veja mais notícias em Política

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.