
Enchente deixa duas ruas com trânsito interditado no Centro de Manaus. Fotos: Divulgação
A cheia do rio Nego ultrapassou a cota máxima prevista para esse ano, atingindo sinal vermelho ou cota de inundação. Manaus e outros 15 municípios estão sendo monitorados.
A meta prevista pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) era que a cheia atingisse o nível de 29,33 metros. De acordo com as últimas medições da régua instalada no Porto de Manaus, o nível já está em 29,39m, medida desta segunda-feira (17).
Por conta das inundações em diversos pontos da capital do Amazonas, Manaus declarou Situação de Emergência. As ruas dos Bares e Barão de São Domingos, no Centro Histórico de Manaus, precisaram ser interditadas para tráfego de veículos.
Além de Manaus os municípios de Barcelos, Beruri, Boa Vista, Caracaraí, Careiro da Várzea, Fonte Boa, Humaitá, Itacoatiara, Coari, Manacapuru, Parintins, Rio Branco, São Gabriel da Cachoeira, Tabatinga, e Santa Isabel do Rio Negro estão sendo monitorados pelas Defesa Civil do estado e dos municípios.
Bairros atingidosEm Manaus, 15 bairros foram atingidos pela subida das águas. Nesses locais foram construídas pontes em 9 bairros, totalizando 1.670 metros de estruturas provisórias. Ao menos 2.271 famílias foram cadastradas para receber o auxílio aluguel e o cronograma de construção de pontes continua, informa a Defesa Civil de Manaus.
Os bairros mais afetados pela cheia, até o momento, são São Jorge, Colônia Antônio Aleixo, Aparecida, Educandos, Presidente Vargas, Mauazinho, Tarumã, Raiz, Betânia, Centro, Santo Antônio, Cachoeirinha, Glória, Compensa e Puraquequara.
No início do mês, no dia 5, foi decretada situação de emergência em Manaus por conta da subida de nível do rio Negro. A publicação foi feita no Diário Oficial do Município (DOM).
A cota máxima prevista pelo CPRM pode variar entre 29,18 metros e 29,33 metros. A cota máxima já registrada na capital foi no ano de 2012, onde o rio atingiu o nível de 29,97m.
Já a mínima histórica foi de 13,63m, em 2010. A previsão do Serviço Geológico e que o período de chuvas se estenda por pelo menos mais uma semana.
Reportagem: David Batista
