26/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Após 2h interditado, DB da Paraíba tem 378kg de alimentos impróprios descartados

Publicado em 13 de junho, 2019

Após 2h interditado, DB da Paraíba tem 378kg de alimentos impróprios descartados

Após 2h interditado, DB da Paraíba tem 378kg de alimentos impróprios descartados. Fotos: Divulgação MP-AM

Uma inspeção, realizada pelas Promotorias de Defesa do Consumidor (Prodecon), com o apoio de vários órgãos de fiscalização, resultou na interdição temporária, por duas horas, nesta quinta-feira (13), do supermercado Hiper DB, localizado na avenida Umberto Calderaro Filho, zona Centro-Sul.

No final da inspeção foram apreendidos 378 quilos de alimentos (in natura e embalados) que vão ser descartados.

Após 2h

Além do MP-AM, participaram agentes do Procon Manaus, Procon Amazonas, Agência de Defesa Agropecuária e Florestal (Adaf), Vigilância Sanitária de Manaus (Visa Manaus), Instituto de Pesos e Medidas do Amazonas (Ipem) e Corpo de Bombeiros.

O estabelecimento foi interditado para que os promotores de Justiça e os fiscais de saúde pudessem analisar outros produtos. Pelo MP-AM, participaram os promotores de Justiça Otávio Gomes e Sheyla Andrade, respectivamente, titulares da 51ª e 81ª Prodecon.

Carne vencida

Em avaliação prévia, assim que a ação iniciou, a fiscalização detectou a comercialização de carne com validade vencida e frios mal conservados, sem condições de consumo humano. Imediatamente, o promotor Otávio Gomes (51a. Prodecon) determinou a interdição temporária do supermercado.

“Há um grave ataque à saúde da população, por isso estamos realizando esta interdição temporária com a participação de vários órgãos para avaliar de forma mais intensa os produtos comercializados aqui”, disse Otávio Gomes.

Reincidência

A promotora Sheyla Andrade (81a. Prodecon) chamou atenção para a reincidência de casos desse tipo na mesma rede de supermercados. “Essa ação na verdade é uma prática comum entre vários órgãos que atuam na defesa do consumidor. Não é a primeira vez que nesse estabelecimento essas autuações são realizadas e o que me preocupa é que não há, por parte dessa rede, nenhuma adoção de medidas que possam evitar esses fatos que estão sendo detectados. É bom esclarecer aos consumidores que todas as medidas pertinentes deverão ser adotadas”, falou Sheyla Andrade.

Segundo o gestor do Procon-AM, Jalil Fraxe, durante as duas horas de interdição, ainda foram encontrados enlatados e grãos mal acondicionados, além de carne, linguiça, frango e polpa de frutas impróprios para consumo. “Tudo foi inutilizado e após análise o estabelecimento será multado”, afirmou o gestor.

Irregularidades

As irregularidades constatadas no estabelecimento também foram identificadas pela Vigilância Sanitária de Manaus, que atestou a má conservação dos alimentos.

“Foram encontrados vários produtos em condição irregular, ferindo o que diz o Código Sanitário de Manaus, onde conseguimos identificar a falta de rotulagem, alimentos com datas de validade expiradas, alimentos alterados, embalagens violadas, produtos fora da refrigeração, uma série de irregularidades nesses produtos que motivam a apreensão”, comentou Fabrício.

O Corpo de Bombeiros detectou que o alarme contra incêndios estava inativo e deu cinco dias para a regularização do supermercado. “O que a gente tem que destacar é essa união dos órgãos que podemos chamar de força-tarefa para preservar a saúde pública e sempre que a gente está em conjunto se encontram irregularidades. É preciso combater isso para que a população adquira produtos que sejam compatíveis com as expectativas deles no sentido de se satisfazer as suas necessidades apenas”, finalizou o promotor Otávio Gomes.

Inspeção no Centro

No supermercado da mesma rede, no Centro, o Ipem-AM constatou produtos pré-medidos, embalados pelo próprio supermercado, abaixo do indicado na embalagem, tais como pera, pudim e costela suína. O estabelecimento receberá um laudo de reprovação dos itens irregulares e terá 10 dias para apresentar defesa junto ao órgão.

O diretor-presidente do Ipem-AM, Marcio André Brito, afirma que no caso de irregularidades o estabelecimento está sujeito às penalidades previstas em lei, como autuação, notificação e multas que podem chegar a R$ 1,5 milhão.

“Nossos fiscais estão diariamente nas ruas para tentar coibir a venda de produtos abaixo do peso ou fora da conformidade, mas é importante que os consumidores ao perceberem indícios de irregularidades, entrem em contato com a nossa ouvidoria para denunciar”, disse Brito.

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