Generais defendem Moro e mandam recado, OAB pede afastamento de ministro e Dallagnol. Veja Nota Pública dos advogados

Generais defendem Moro

Generais defendem Moro e OAB pede afastamento de ministro e procurador Dallagnol, no bojo da publicação do theintercept.com

Os generais mais fortes do governo Jair Bolsonaro mandaram mensagens de apoio ao ministro Sérgio Moro. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) “recomenda que envolvidos peçam afastamento dos cargos públicos que ocupam”, em nota pública. As manifestações estão no contexto da publicação de conversas vazadas entre Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol. O vazamento, do app Telegram, foi publicado este domingo pelo site theintercept.com.

O site republicadecuritiba.net exultou com as declarações dos generais. “As Forças Armadas estão com Sérgio Moro”, escreveu.

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, ressaltou a popularidade do ministro. E o fato de se tratar de alguém “da mais ilibada confiança do presidente”.

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, foi direto. Viu desespero “dos que dominaram o cenário econômico e político do Brasil, nas últimas décadas”. “Querem macular a imagem do Dr Sérgio Moro, cujas integridade e devoção à Pátria estão acima de qualquer suspeita. Vão ser desmascarados, mais uma vez”.

Os generais Girão, Paulo Chagas e Pimentel também se manifestaram nas redes sociais, em defesa do ministro. Todos foram pela linha da decisão do brasileiro entre “os criminosos” e “a lei”.

 

A Nota Pública da OAB

O Conselho Federal da OAB, com o Colégio de Presidentes de Seccionais, manifestou “perplexidade e preocupação”. Tanto com autoridades sendo “hackeadas”, quanto pelo conteúdo das conversas.

No começo da tarde, a ordem distribuiu Nota Pública sobre o tema, sugerindo a renúncia de Moro e Dallagnol, entre outros envolvidos. Confira:

“O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Colégio de Presidentes de Seccionais, por deliberação unânime, manifestam perplexidade e preocupação com os fatos recentemente noticiados pela mídia, envolvendo procuradores da república e um ex-magistrado, tanto pelo fato de autoridades públicas supostamente terem sido “hackeadas”, com grave risco à segurança institucional, quanto pelo conteúdo das conversas veiculadas, que ameaçam caros alicerces do Estado Democrático de Direito.

É preciso, antes de tudo, prudência. A íntegra dos documentos deve ser analisada para que, somente após o devido processo legal – com todo o plexo de direitos fundamentais que lhe é inerente –, seja formado juízo definitivo de valor.

Não se pode desconsiderar, contudo, a gravidade dos fatos, o que demanda investigação plena, imparcial e isenta, na medida em que estes envolvem membros do Ministério Público Federal, ex-membro do Poder Judiciário e a possível relação de promiscuidade na condução de ações penais no âmbito da operação lava-jato. Este quadro recomenda que os envolvidos peçam afastamento dos cargos públicos que ocupam, especialmente para que as investigações corram sem qualquer suspeita.

A independência e imparcialidade do Poder Judiciário sempre foram valores defendidos e perseguidos por esta instituição, que, de igual modo, zela pela liberdade de imprensa e sua prerrogativa Constitucional de sigilo da fonte, tudo como forma de garantir a solidez dos pilares democráticos da República.

A Ordem dos Advogados do Brasil, que tem em seu histórico a defesa da Constituição, da ordem jurídica do Estado Democrático e do regular funcionamento das instituições, não se furtará em tomar todas as medidas cabíveis para o regular esclarecimento dos fatos, especialmente junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), Procuradoria-Geral da República (PGR), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reafirmando, por fim, sua confiança nas instituições públicas.”

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1 comentário

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  1. mimico netto disse:

    Estamos com os Generais e, também, confiamos e estamos com o Moro, morou!!!