03/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Velório de Joaquim Marinho será no Palácio Rio Negro, neste domingo

Publicado em 02 de junho, 2019

Velório de Joaquim Marinho será no Palácio Rio Negro

Velório de Joaquim Marinho será no Palácio Rio Negro. Fotos: Divulgação

A família do comunicador José Joaquim Marques Marinho informa a todos que o seu velório será a partir das 20h deste domingo (2), no Salão Nobre do Palácio Rio Negro, na avenida Sete de Setembro, Centro de Manaus. Já o sepultamento acontece na segunda-feira (3), às 16h, no cemitério São João Batista.

Velório

Radialista, empresário, cinéfilo, escritor, dono da maior coleção de pornografia e símbolos sexuais do País, Joaquim Marinho morreu neste domingo (2), aos 76 anos, depois de uma parada cardiorrespiratória. Nos últimos anos, ele sofria com Alzheimer, diabetes e condições cardíacas.

Luto

Por meio de nota, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, e a primeira-dama, Elisabeth Valeiko Ribeiro, lamentaram profundamente a morte do comunicador e ícone da cultura amazonense.

“Joaquim Marinho se mostrou um grande homem e democrata em momentos importantes do País. Uma pessoa sempre vanguardista, que contribuiu para manter a cultura viva do Brasil e do nosso Estado”, lembrou o prefeito.

Pelo falecimento de Joaquim Marinho, a Prefeitura de Manaus irá decretar três dias de luto oficial.

Coleção

Joaquim foi integrante do Grupo de Estudos Cinematográficos (GEC), cineclube criado em Manaus na década de 60. Durante anos, foi dono de uma rede de cinemas de rua, incluindo o Cine Chaplin e o Grande Otelo, no Centro da cidade. Português de nascença, recebeu em 2013 o título de Cidadão do Amazonas, concedido pela Assembleia Legislativa.

Em sua residência, transformada em Casa de Cultura Joaquim Marinho, estava um acervo de 13 mil LPs, 12 mil CDs e 25 mil livros de todos os gêneros, além das coleções e lembranças de várias épocas e lugares, incluindo sua famosa coleção erótica. Ao todo, a coleção deve passar de 100 mil itens.

Cenário cultural

Responsável por fomentar e movimentar o cenário cultural de Manaus durante muitas décadas, entre os anos 1950 e 1980, Marinho foi um dos nomes a chamar a atenção de todo o Brasil para o Amazonas – como quando foi entrevistado por Jô Soares sobre sua coleção de arte erótica.

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