
Mortes em cadeias pode passar de 50 detentos nas últimas 24h. Foto: Divulgação
Pode passar de 50 o número de mortes no sistema prisional nas últimas 24 horas, com detentos assassinados por brigas de facções por asfixia (estrangulamento), incluindo golpes de mata-leão, e estoques (feitos de escovas de dentes), por perfurações.
Ainda em situação de intervenção em todo o sistema prisional, os números ainda não são oficiais. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) ainda não emitiram dado oficial com o número ou lista com os nomes dos mortos.
Segundo uma fonte do Portal Marcos Santos, foram mais 4 mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), seis na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), outros seis no Instituto Prisional Antônio Trindade (Ipat), e oito no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM).
A série de mortes começou com 15 detentos assassinados no Compaj, neste domingo. Os óbitos ocorreram durante uma briga entre os presos, da facção criminosa Família do Norte. A unidade é a mesma onde em 2017 aconteceu um massacre com 56 mortos.
O ataque começou durante horário de visita e os parentes dos detentos foram retirados às pressas do local. Segundo o secretário de Segurança Pública do Estado, coronel Louismar Bonates, alguns assassinatos ocorreram na presença de parentes das vítimas.
Ainda de acordo com o secretário, foi determinado o reforço em outras unidades do sistema prisional, por medida de precaução. Helicópteros do Departamento Integrado de Operações Aéreas (Dioa) fizeram sobrevoo no sistema, durante a tarde. Não há informações sobre fugas e não houve agentes penitenciários reféns.
No dia 1º de janeiro de 2017, o Compaj foi tomado por uma rebelião de detentos, no que seria o início de uma onda de massacres em presídios do País. Em Manaus, detentos encurralaram rivais e os executaram: o total de vítimas chegou a 56. O caso ficou marcado pela crueldade com o que os criminosos agiram.
Em novembro daquele ano, 213 presos foram denunciados à Justiça por ligação com o massacre. O documento detalhou como os integrantes da facção Família do Norte (FDN) perseguiram os integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), que tentaram se proteger do ataque fugindo por dutos e se escondendo em telhados, mas alguns acabaram vários acabaram capturados, torturados e mortos.
O Grupo de Intervenção Prisional (GIP), companhia do Batalhão de Choque da Polícia Militar, está nas unidades, que agora passam por revista e recontagem de presos. A quantidade será informada após o término da revista nas unidades prisionais.
A Seap informa, ainda, que vai adotar medidas disciplinares nas unidades prisionais, à exemplo do que já fez no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Um novo inquérito será aberto para investigar os homicídios.
Os presos são do regime fechado e foram mortos por estrangulamento (asfixia). Pela manhã, um detento, que cumpria pena por tráfico de drogas, foi achado morto na sua cela.
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