26/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Mortes em cadeias podem passar de 50 detentos nas últimas 24h

Publicado em 27 de maio, 2019

Mortes em cadeias pode passar de 50 detentos nas últimas 24h

Mortes em cadeias pode passar de 50 detentos nas últimas 24h. Foto: Divulgação

Pode passar de 50 o número de mortes no sistema prisional nas últimas 24 horas, com detentos assassinados por brigas de facções por asfixia (estrangulamento), incluindo golpes de mata-leão, e estoques (feitos de escovas de dentes), por perfurações.

Ainda em situação de intervenção em todo o sistema prisional, os números ainda não são oficiais. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) ainda não emitiram dado oficial com o número ou lista com os nomes dos mortos.

Segundo uma fonte do Portal Marcos Santos, foram mais 4 mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), seis na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), outros seis no Instituto Prisional Antônio Trindade (Ipat), e oito no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM).

Série

A série de mortes começou com 15 detentos assassinados no Compaj, neste domingo. Os óbitos ocorreram durante uma briga entre os presos, da facção criminosa Família do Norte. A unidade é a mesma onde em 2017 aconteceu um massacre com 56 mortos.

O ataque começou durante horário de visita e os parentes dos detentos foram retirados às pressas do local. Segundo o secretário de Segurança Pública do Estado, coronel Louismar Bonates, alguns assassinatos ocorreram na presença de parentes das vítimas.

Ainda de acordo com o secretário, foi determinado o reforço em outras unidades do sistema prisional, por medida de precaução. Helicópteros do Departamento Integrado de Operações Aéreas (Dioa) fizeram sobrevoo no sistema, durante a tarde. Não há informações sobre fugas e não houve agentes penitenciários reféns.

Massacre

No dia 1º de janeiro de 2017, o Compaj foi tomado por uma rebelião de detentos, no que seria o início de uma onda de massacres em presídios do País. Em Manaus, detentos encurralaram rivais e os executaram: o total de vítimas chegou a 56. O caso ficou marcado pela crueldade com o que os criminosos agiram.

Em novembro daquele ano, 213 presos foram denunciados à Justiça por ligação com o massacre. O documento detalhou como os integrantes da facção Família do Norte (FDN) perseguiram os integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), que tentaram se proteger do ataque fugindo por dutos e se escondendo em telhados, mas alguns acabaram vários acabaram capturados, torturados e mortos.

Lombrou

O Grupo de Intervenção Prisional (GIP), companhia do Batalhão de Choque da Polícia Militar, está nas unidades, que agora passam por revista e recontagem de presos. A quantidade será informada após o término da revista nas unidades prisionais.

A Seap informa, ainda, que vai adotar medidas disciplinares nas unidades prisionais, à exemplo do que já fez no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). Um novo inquérito será aberto para investigar os homicídios.

Mais corpos

Os presos são do regime fechado e foram mortos por estrangulamento (asfixia). Pela manhã, um detento, que cumpria pena por tráfico de drogas, foi achado morto na sua cela.

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